TEM QUE MALHAR, VAMOS LÁ?
Cuidados que podem fazer da sala de ginástica do condomínio um sucesso de público

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A busca por um corpo saudável e bonito fez crescer o número de academias de ginásticas nos grandes centros urbanos. A comodidade de tê-las em condomínio levou as construtoras a destinar sempre um espaço para este fim em seus empreendimentos. Mas nem todos têm sucesso. Atrair e manter um público que justifique o investimento exige alguns cuidados. Atenção à infra-estrutura e à estética são importantes, mas a administração – o que inclui pesquisa sobre o perfil do usuário para escolha de equipamentos, oferta de horários e atividades variadas -, além da presença de um profissional experiente, com registro no Conselho Regional de Educação Física, são essenciais.

O professor de educação física Rodrigo Menezes Alves explica que muitas vezes a sala de ginástica não tem os equipamentos e acessórios adequados e isto acaba afastando possíveis interessados ou prejudicando aqueles que insistem em fazer atividades físicas no local. “Ou são de uso doméstico, ou estão em mal estado de conservação. Mas não é só isso. A escolha dos aparelhos, a distribuição deles na sala, acessórios estéticos, como espelhos e iluminação também contam. Só o fato de ser clara e arejada já influencia”, orienta.

Desde o design até os melhores aparelhos para diferentes atividades, incluindo serviços - de personal para atendimento individual aos moradores, ao professor de educação física para a sala de ginástica em horários específicos -, tudo pode fazer parte de um pacote ou ser contratado separadamente, até a compra, reposição e manutenção dos equipamentos.

Para quem já tem uma sala montada e quer renovar equipamentos, uma dica para garantir a qualidade e durabilidade é escolher sempre os aparelhos profissionais e das melhores marcas. Outra dica é fazer um contrato de manutenção com o fabricante, ou com a revendedora, logo que o prazo de garantia expirar. Assim, ao condomínio cabe apenas fazer a limpeza, atividade para a qual também tem a orientação do fabricante.

Responsabilidades

Menos de 5% dos condomínios mantém um profissional de educação física para orientar os moradores e isto também afasta o público, além de representar riscos. Exercícios físicos feitos sem orientação ou podem levar a lesões ou a nenhum resultado físico ou estético. Mas o pior é que vem aumentando o número de casos de infarto e morte súbita em academias. Diabéticos, idosos e cardiopatas são os que requerem maior atenção. “Mas nem todas as pessoas sabem se tem algum problema de saúde que imponha restrições à atividade física. Isto somente pode ser resolvido com a exigência de atestado médico que libere o usuário para o exercício. Caso alguém sofra algum problema na sala de ginástica, na ausência de um profissional de educação física, o responsável é o síndico”, afirma Rubens Salaberga, coordenador do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF). Pessoas com mais de 40 anos devem apresentar exames médicos e os menores de 15, autorização dos pais.

O professor de educação física Rodrigo acrescenta que graduação de peso e esforço, freqüência, tudo isto depende de orientação de um profissional capaz de especificar o treinamento adequado às condições e o objetivo do usuário.

Casos de sucesso

A sala de ginástica do Edifício Port Máxime, em São Conrado, fica lotada nos três horários em que funciona. A administração mantém um professor das 7 às 10 da manhã, das 4 às 6 da tarde e de 7 às 11 da noite. “Tudo é positivo quando o assunto é sala de ginástica. Os moradores adoram e a manutenção não é difícil. Os equipamentos são cuidados pela empresa que os vende”, afirma Débora Braga, assistente administrativo do Condomínio.

Quem também não tem do que reclamar é a administração do Condomínio Garden Park. Com duas salas, uma para ginástica e outra para musculação, com toda a infra-estrutura, professor e manutenção de equipamentos contratados, a preocupação maior fica para o controle de atestados médicos dos muitos usuários, o que é feito pela própria administração. “Todos os usuários dispõem de uma carteira onde a
validade do atestado é anotada e elas são revistas periodicamente. Somos rigorosos por uma questão de prevenção”, afirma Suzana Laurindo, assistente administrativa do condomínio.

Opções variadas

Para tirar o condômino do sedentarismo cabe ao síndico sondar sobre seu interesse, tempo disponível e atividades de preferência. Outro item importante é verificar no regimento interno regras para a utilização da sala. Caso não exista, é importante criar, e aprovar em assembléia, um conjunto de normas que regulamente a utilização do espaço.

Mas é a variedade de opções o item que mais mobiliza para a atividade física. Danças, artes marciais, yoga, além dos tradicionais alongamentos, musculação e aeróbica, e as competições e torneios, dão aos moradores a sensação de que não tem porque continuar entregues sofá

 

 
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