OBRAS NAS FACHADAS
O que é importante saber antes de iniciar esta empreitada,
uma das maiores e mais caras para os condomínios
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O monóxido de carbono proveniente dos carros, os raios ultravioletas e a névoa salitrada vinda da Baia de Guanabara e da orla marinha são os principais inimigos dos revestimentos das fachadas dos edifícios. Elementos presentes em maior concentração em muitos bairros cariocas, eles se somam ao desgaste natural das pinturas cuja durabilidade máxima é de 10 anos para os produtos de melhor qualidade.

O básico na execução das correções é a realização de um minucioso exame de percussão, que são pequenas batidas no revestimento a fim de encontrar as áreas mais comprometidas. Todas as áreas, do conjunto chapisco, emboço e reboco, que apresentam instabilidade são marcadas, retiradas e refeitas. Atualmente, este acabamento é feito com materiais industrializados, isto porque a indústria da construção civil evoluiu e já há no mercado argamassas com dosagens ideais dos componentes que a integram: cimento, areia, saibro e aditivos de plasticidade e aderência. Uma incorporação de tecnologia importante para maior segurança, estabilidade e durabilidade das construções.

Dito assim, a partir de uma abordagem mais técnica, parece até fácil renovar uma fachada. Mas este tipo de obra é das mais complexas e dispendiosas para os condomínios. Por isso, a orientação é para a seleção da empresa e profissionais que realizarão o serviço.

Um engenheiro para chamar de seu

Assim como a indústria da construção civil evoluiu, evoluíram também as formas de atender aos clientes quando o assunto é obras. A função do engenheiro vai além da do engenheiro responsável. Ele deve atuar como um gerenciador que identifica, especifica, fiscaliza e acompanha o desenvolvimento das obras; um mediador entre a empresa executora e o cliente, capaz de usar os termos técnicos, com quem é técnico, traduzindo para a outra ponta, e vice-versa. Uma espécie de personal obras. É um profissional fundamental, especialmente para os síndicos e comissões de obras, maioria leiga que necessita de uma orientação balizada na hora de realizar grandes obras nos condomínios.

Mas assim como acontece com a escolha da empresa executora, este também precisa ser selecionado com critério. Deve ser um engenheiro civil com longos anos de experiência e um bom trato com as pessoas, um profissional de grande conhecimento de todos os processos envolvidos em construções prediais ou obras civis.

Para estas seleções, deve-se levar em consideração o tempo de atuação no mercado, as obras realizadas e as avaliações de clientes anteriores. Vale a pena investir em um período de investigação da vida pregressa das empresas e destes profissionais antes de aprovar qualquer proposta. A experiência demonstra que a escolha pelo item menor preço pode ser a pior delas.

Processo menos traumático com serviços e produtos de qualidade

A Lowndes está realizando reformas na fachada do prédio, no Centro da Cidade. Uma obra que associa recuperação estrutural e de revestimento com retrofit – a modernização dos prédios mantendo o valor histórico e arquitetônico das construções. Um processo que exigiu o cumprimento de exigências legais e aprovações junto à Prefeitura e ao Instituto de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural - IPHAN.

“Como as fachadas frontais estão no entorno da Igreja da Candelária, os materiais especificados pelo arquiteto projetista não poderiam interferir na luz projetada pelos vidros das janelas na construção histórica. Isto, entre vários outros aspectos, custou muito diálogo com estes órgãos públicos”, conta o Engenheiro Nitter Santos Filho, o gerenciador da obra.

Os materiais, que farão parte das novas fachadas do Edifício Lowndes, dão ênfase ao acabamento tradicional, associados a novas esquadrias e vidros que unem as funções primordiais de impermeabilidade, conforto acústico, durabilidade e qualidade estética. Depois de recuperar a estrutura de alguns pontos localizados, fechar vãos dos aparelhos de ar condicionado, embutir as tubulações de drenagem e captação da água de condensação que estes produzem (uma exigência legal da Prefeitura Municipal) e substituir os revestimentos deteriorados, tudo será revestido com um tratamento protetor de alta capacidade de penetração. Uma pintura 100% acrílica com padrão de textura similar ao mármore Travertino, que apresentará aspecto de um mármore antigo, fosco, elegante e de alta durabilidade.

As janelas antigas de madeira serão substituídas por novas de alumínio anodizado bronze, guarnecidas por vidros duplos, objetivando, ao mesmo tempo, o conforto acústico e o aproveitamento da luz do dia para os pavimentos que são ocupados integralmente por escritórios. “A solução encontrada para os vidros foi primordial para a aprovação do projeto arquitetônico junto ao IPHAN”, conta o engenheiro Nitter. O profissional especificou uma espécie de sanduíche de vidro: um primeiro, externo, na cor bronze, com espessura de 6 mm, mais um filme de aderência UVB transparente, e outra camada de vidro, agora transparente e de espessura de 4 mm. Cor, luz e acústica na medida, com resultado estético dos mais sofisticados.

Vale prevenir

“É este conhecimento e acompanhamento que fazem a diferença”, acrescenta o engenheiro Fernando Ururahy. Eles estiveram à frente da restauração de outras fachadas, como as dos Edifícios Porto Rotondo e Port au Prince, no Condomínio Village São Conrado, e no Condomínio Barra Summer Dream, na Barra da Tijuca. Com características semelhantes no que diz respeito à proximidade de um grande volume de tráfego e da orla marinha, estes diferem do Edifício Lowndes pela altura – 25 andares, contra 12 do prédio do Centro da Cidade – e nos revestimentos – concreto aparente e alvenarias revestidas em placas de mármore, tipo Marmofino.

No caso do Edifício Porto Rotondo, quando assumiram a obra, outra empresa já havia avaliado erroneamente a extensão dos problemas nas fachadas. Durante a execução foram recolocados 1.250 m² de Marmofino, sendo 550 m² novos e 700 m² reaproveitados, contra cerca de 160 m² previstos anteriormente. O mesmo ocorreu quanto às áreas degradadas do concreto armado, tendo sido executado cerca de sete vezes mais do que o previsto pela empresa responsável pela avaliação preliminar das obras. “É um exemplo da importância da contratação de um gerenciador experiente, que fiscaliza cada etapa. Como executor, dependo fundamentalmente de especificações precisas e de alguém que fale o meu idioma técnico, que entenda deste trabalho e atue como um intermediário quando houver a necessidade de alguma modificação por conta do projeto ou da especificação”, diz.

Para o engenheiro, a questão é mais ou menos como a de um leigo que leva o carro para um mecânico e sai com uma lista de peças de nomes estranhos para trocar. “A diferença é que esta conta é de poucos reais. Já a obra de uma fachada, dependendo de suas características, pode chegar a milhões”, destaca.

O Porto Rotondo e o Port au Prince hoje têm fachadas totalmente reformadas. Depois da recuperação estrutural de pilares e vigas, com acabamento tradicional de pintura 100% acrílica, associada à restauração das paredes externas revestidas em mármore Marmofino – as peças de 15 x 30 cm passaram por lixamento para retirada de impurezas, lavagem para a retirada do pó e finalização com aplicação de hidrorepelente de alta penetração – o aspecto geral é de que tudo é novo.

“Nos dois casos, a durabilidade prevista é de 10 anos. A qualidade dos materiais garantirá isto. Empresa confiável, materiais de alta qualidade e supervisão técnica –uma equação que resulta em durabilidade e custos justos. E é nesse tripé que quem precisa empreender uma obra deste porte deve se apoiar”, conclui o engenheiro Nitter. 

 
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