TREINAMENTO
Os bons resultados alcançados por quem investe em cursos para os empregados.

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É cada vez maior o número de indivíduos que buscam o aprimoramento pessoal e profissional em diferentes setores da economia. Pode-se pensar que esta é uma realidade restrita a quem trabalha em empresas e que, para os empregados de condomínio, isto não faz o menor sentido. Mas, na sociedade da informação, ninguém está isento da busca por conhecimentos e técnicas para uma melhor atuação.

Conhecer é a chave para ser mais e todos querem, e exigem do outro, isto. Prova deste novo cenário é a crescente intolerância dos moradores a empregados de condomínios com menor nível de instrução.

Na outra ponta, síndicos pressionados por esta demanda também buscam selecionar pessoal mais bem preparado e investir em treinamento para aprimorar suas equipes.

“Este é o melhor investimento que um empregador pode fazer”, afirma João Luis Martins, supervisor de pessoal da Lowndes

Como professor e palestrante em diferentes cursos para profissionais de recursos humanos, o especialista diz que este é um reflexo da profissionalização da administração de condomínios e dos próprios síndicos, que trabalham e dividem o pouco tempo livre com os compromissos com o edifício e, por isso, precisam contar com empregados mais capacitados. “Mudou o mercado, o perfil do síndico e os colaboradores devem acompanhar esta mudança. Ninguém mais pode conceber um prédio que tenha uma pessoa despreparada para enfrentar a complexidade dos problemas do cotidiano”, diz.

Quem treina, não se arrepende

Os síndicos que treinam seus empregados são unânimes. Um bom motivo para treinar a equipe é poder contar mais com o funcionário. “Depois de treinado, o funcionário pode resolver a maior parte das questões cotidianas sozinho, me consultando apenas quando há algo mais grave, fora do comum”, afirma Bernardo Frota, síndico do Condomínio do Edifício Betty, em Botafogo.

A maioria de seus empregados já fez os cursos básicos de qualidade em serviços de portaria, mas a sua intenção é que todos sejam treinados em todas as atividades que integram suas funções. Sobre a reação deles aos cursos, diz que este é um setor que ainda mantém gente com baixa escolaridade e que, por isso, se sentem intimidados ao serem inscritos em cursos. Reação que logo se reverte em entusiasmo. “Como as aulas são mais orais e centradas em informações com que eles, de alguma forma, já estão familiarizados, logo ficam estimulados e dão o seu melhor porque, no fundo, têm um desejo enorme de aprender, de crescer como pessoa e profissional”, destaca.

E o síndico não faz por menos: por saber que o certificado para alguns é o único que já tiveram, faz alarde. “Costumo colocar no quadro de aviso para que todos saibam e a repercussão é ótima”. Os moradores passaram a olhar para eles com mais respeito e eles também se vêem de outra forma. “O resultado é sempre positivo: muda a auto-estima, a postura e o comportamento e tudo flui melhor no condomínio”, acrescenta.

Outro que não abre mão de treinar seu pessoal é Nilton Rodrigues de Medeiros, do Condomínio Big Rydlaves, no Catete. Para ele, os treinamentos garantem atualização de conhecimentos, novas informações que interferem no raciocínio e na forma como seus funcionários reagem. “É sempre mais que apenas informações técnicas sobre a atividade e refletem positivamente no cotidiano do prédio”, diz.

Ele acredita que, mesmo naquelas atividades em que os funcionários já têm um bom desempenho – como manter a postura, atender com educação e estar atentos para que o prédio esteja sempre seguro e bem cuidado – há melhoras visíveis porque eles se sentem mais aptos a realizá-las por disporem de mais informações referentes à função que ocupam.

Ele conta que conversa sempre com os empregados, a fim de fazer com que entendam a importância da atuação individual, mas, também, da fundamental integração com os colegas e com os moradores para que tudo funcione. Uma orientação que é reforçada com os cursos. “Há uma ênfase nas relações humanas, com destaque para como se relacionar com o síndico, com os demais condôminos e com os visitantes, o que é muito importante para o trabalho deles. Por isso, invisto em treinamentos com a convicção de que teremos retorno”, conclui.

  
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