MERCADO IMOBILIÁRIO
  

O MELHOR ANO PARA A CONSTRUÇÃO DESDE 1999
Entre as 43 cadeias produtivas de bens e serviços definidas pelo IBGE, a construção ocupa hoje a oitava maior da economia, o que representa 12,6% do PIB, e as expectativas atuais para o setor são as melhores que o Brasil tem desde 1999. Pelo menos é o que se pode deduzir a partir do saldo acumulado em 12 meses, de enquadramentos de projetos no BNDES, da ordem de R$ 7 bilhões e, também, de algumas medidas do PAC. O crédito é outro ponto positivo para a nova fase. Os financiamentos podem ultrapassar a previsão de R$ 20 bilhões. De janeiro a maio, o total aplicado no crédito imobiliário passou dos R$ 5,5 bilhões, atingindo 65 mil contratos de empréstimos no País. O crescimento é de 70%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

MAIS MUTUÁRIOS PODEM ABATER PRESTAÇÕES DO FGTS
Subiu para até seis salários mínimos (R$ 2,28 mil) mensais a faixa de renda dos mutuários que podem abater até 80% do valor das prestações de financiamentos da casa própria com o saldo de seu FGTS. O abatimento só era possível aos mutuários com rendimentos até quatro mínimos (R$ 1,5 mil) por mês. Com a mudança, a segunda faixa de renda — cujos trabalhadores podem usar o FGTS para abater até 60% da prestação — passa a ser de 6 a 12 salários mínimos. O último grupo, com salários acima de 12 mínimos, pode abater até 40% da mensalidade. Esse tipo de benefício só é acessível para quem tiver financiamento imobiliário pelas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

FGTS TAMBÉM FACILITA COMPRA ATRAVÉS DO PAR
Os participantes do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) também poderão usar o FGTS para pagamento da prestação, amortização do saldo devedor ou pagamento à vista do preço do imóvel. O PAR é um programa destinado a famílias com renda de até seis salários mínimos em que, após o arrendamento do imóvel por cinco anos, o morador pode adquirir a casa própria. Antes, não era permitida a utilização do FGTS nessa compra. O governo estima que, pelo menos, 36 mil famílias poderão ser beneficiadas de imediato por já terem tempo suficiente no programa.
  

MAIS ECONOMIA EM PROL DA ECOLOGIA
Cinco bancos globais (Citigroup, UBS, Deutsche Bank, ABN AMRO e JP Morgan Chase) vão levantar US$ 1 bilhão cada em empréstimos para tornar prédios já existentes 50% mais eficientes do ponto de vista energético. São Paulo, Nova York, Londres, Tóquio e Joanesburgo são algumas das 15 cidades que participarão da iniciativa. “Os prédios consomem 40% da energia mundial e respondem por um terço das emissões de gases que provocam o efeito estufa”, disse o prefeito de Londres, Kenlivingstone. O plano, anunciado pelo ex-presidente do Estados Unidos Bill Clinton, pretende que prefeituras e proprietários dos edifícios paguem os empréstimos e os juros com as economias obtidas com a redução dos custos com a energia.
 
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