PORTEIROS
 

Serviço (sempre) bem feito

Desde 1984, a portaria do Edifício Lowndes II conta com um funcionário exemplar: o Sr. Josimar Ferreira Tavares. Solícito, educado, correto e bem treinado, ele — que nunca havia sido porteiro (antes trabalhava com serviços gerais) — não saiu mais do posto, que ocupa há 23 anos. “O porteiro-chefe da época, o Sr. Casimiro, foi quem me indicou. E gosto muito de trabalhar, principalmente aqui. Tirando os horários de pico, na hora da chegada das pessoas e na hora do almoço, é um prédio tranqüilo. Tenho um ótimo relacionamento com as pessoas e nunca recebi reclamações!”, conta.

Na portaria, o funcionário é responsável pela identificação das pessoas, pela indicação para quais andares elas vão, pela segurança do prédio e pelo controle da porta giratória, além de acompanhamento da manutenção do elevador e de bombas. Ainda ajuda na produção do relatório de atividades, passando as informações para sua gerente, Simone Ramos. Ela assina embaixo da competência do funcionário.

“Trabalho há muito tempo com o Sr. Josimar. Ele é um profissional sério, tranqüilo, observador, e que me reporta qualquer coisa que fuja da rotina. Essa questão do feedback é muito importante. Eu digo que é como se ele fosse os meus olhos na portaria. Além do mais, ele tem excelente relacionamento com os condôminos. É o porteiro perfeito, que veste a camisa e oferece um algo mais!”, elogia.

Para tamanha eficiência, ele contou também com a ajuda do condomínio, que incentivou sua participação em diversos cursos. “Fiz cursos profissionalizantes de porteiro que me deram mais experiência na hora do trabalho. Estudei desde segurança até relacionamento com o público para um bom atendimento. Para mim, é muito bom estar em um prédio que está sempre disposto a ajudar o funcionário, a oferecer o que é melhor para ele. Se não fosse assim, eu não estaria aqui há tanto tempo”.

Nascido no Rio de Janeiro, no bairro de Campo Grande, onde mora até hoje, o Sr. Josimar tem duas grandes alegrias: os filhos Rodrigo, de 23 anos e Verônica, de 20. Nas horas vagas, ele curte ficar em casa com sua companheira Ivanice, ler jornais e revistas e assistir aos jogos de futebol do seu Flamengo, pela televisão. Mas não se considera um torcedor fanático: “Se o time perde, eu fico triste, mas não chego a sofrer não”.

Para passear, o porteiro gosta de levar a mulher ao shopping e, quando dá, fazer uma viagem à terra natal dela, a colorida cidade de Recife, em Pernambuco. Como não vão para lá há algum tempo, este deve ser o próximo destino do competente Sr. Josimar e sua esposa.
  

  
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