A geração ininterrupta de energia elétrica é fundamental para o pleno funcionamento de uma extensa lista de equipamentos que se tornaram essenciais à vida moderna. Dos elevadores aos aparatos de segurança, passando pelas estruturas de telecomunicações, tudo é nada quando falta energia. É por causa disto que o uso de geradores, comuns em indústrias, hospitais e hotéis, vem crescendo também em condomínios e até em casas. E não somente como fonte de energia alternativa, mas também como forma de economizar, visto o alto custo da energia fornecida pelas concessionárias nos horários de pico (entre as 18h e as 22h).
Mais conhecidos por causa do advento dos apagões, os geradores voltaram a ganhar maior destaque em função de novas ameaças de problemas energéticos e de uma maior conscientização, seja para a questão da água como recurso cada dia mais escasso, seja para a importância de se trabalhar com energias não poluidoras ao ambiente. Atualmente, os equipamentos movidos a diesel dividem espaço com os que utilizam biodiesel ou gás natural, fontes limpas de energia.
Tranqüilidade e segurança
“Este é um investimento que recomendo a todo mundo que quer ter uma vida tranqüila”, afirma o síndico do condomínio Port of Spain, em São Conrado, Carlos Eduardo Florian da Silva. No período dos apagões, ele chegou certa noite em casa e encontrou, mais uma vez, o prédio sem luz. A diferença era que estava acompanhado do neto de seis anos que dormia. “Tive que subir 10 andares de escada com o menino no colo e jurei que, quando fosse síndico, minha primeira iniciativa seria adquirir um grupo gerador”, acrescenta.
Há 9 anos o Port of Spain tem o seu próprio grupo gerador, o que significa que desde então ninguém nunca mais precisou subir de escada por falta de energia elétrica. “Passam-se apenas 11 segundos entre a falta de luz e o acionamento do gerador. Ele primeiro liga todos os elevadores para liberar as pessoas que porventura tenham ficado presas, depois acende as luzes dos corredores, estabiliza a energia em cinco minutos e, em seguida, liga as bombas de incêndio, passando a manter um elevador em funcionamento pelo tempo em que estivermos sem energia da concessionária”, explica Florian da Silva. 
Sobre o investimento, o síndico conta que, quando o condomínio adquiriu o grupo gerador, ele conseguiu que o pagamento fosse financiado, o que fez diluir bastante o seu custo.
É importante ressaltar que, para efeito de aprovação da compra junto aos moradores, a adoção de um gerador de energia elétrica é caracterizada como despesa útil e, por isso, depende de maioria absoluta de condôminos, ou seja: 50% + 1, em assembléia geral. Além disso, a instalação será uma despesa extraordinária, não devendo gerar ônus para locatários.
O que é importante saber antes de se optar por um gerador?
Segundo Omar Jacob, diretor de uma das empresas de compra e venda de geradores no país, denomina-se grupo gerador o conjunto composto por um motor à combustão interna e um gerador de corrente alternada. Além disso, existem vários tipos de composição de grupos geradores, que mudam em função da aplicação e do regime de operação. A composição padrão, que atende a maior parte das aplicações, é formada por motor + gerador + acessórios.
Para escolher a melhor opção ao seu caso específico é preciso verificar alguns detalhes: o tipo/volume de carga que vou alimentar (iluminação, bomba d’água, ar-condicionado, elevadores chuveiros, no breaks ou outros itens) e a finalidade de seu uso (o grupo gerador vai ser usado somente em horário de pico, 3h por dia em substituição à rede local para redução de custos, somente em emergência como reserva da concessionária ou será a única fonte de energia, trabalhando de 12 a 24h?). “Há muitos outros itens que ajudam na composição da melhor solução, mas com estes dados já é possível começar a definir uma opção”, diz Omar Jacob.
Aluguel como uma opção
Decisão rápida, isenção de riscos e possibilidade de dedução da despesa são itens que tornam interessante a opção por alugar um grupo gerador. “Para os condomínios, há duas vantagens que se destacam. A primeira é que, sendo o valor do aluguel menor que o da compra, a decisão por adotar um gerador pode partir do próprio síndico. A segunda é que, no caso do aluguel, o risco é todo do locador. Ou seja, custos e preocupações com instalação, trocas, manutenção e upgrades, entre outros, são da empresa”, explica. Quanto às vantagens fiscais, elas se restringem ao âmbito das empresas, configuração à qual os condomínios não poderão fugir num futuro próximo. “O aluguel permite a obtenção de menor lucro tributável, pois nas parcelas de leasing o valor não é considerado como despesa, permanecendo como ativo na empresa. O cliente deduz 100% das despesas com aluguel no imposto de renda”, afirma.
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