BANDA LARGA:
VÁRIAS OPÇÕES PARA O CONDOMÍNIO

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Pelo menos 58% das empresas do país com mais de dez funcionários usam a internet rápida, de acordo com dados de 2005 do Ministério da Ciência e da Tecnologia. Elevados ao status de empresa pelas exigências atuais, os condomínios nem sempre dispõem deste serviço, que como considera a síndica Vera Guimarães, do condomínio Torres, na Glória, já é como a luz, “todos precisam ter”. Apesar desta opinião, o edifício que ela administra está entre os muitos que ainda não tem acesso à Internet, nem por banda larga, nem por outro tipo de conexão: “O que tenho é dúvida”, reclama. Atenta à questão, a síndica fala por um número cada vez maior de colegas que querem saber como colocar o condomínio na rota da modernidade.

Atualmente, os grandes condomínios residenciais, e os empreendimentos imobiliários de um modo geral, são entregues com cabeamento próprio, antenas e toda a estrutura necessária à utilização das novas tecnologias de comunicação. Muitos já contam com os serviços registrados na convenção. As construções mais antigas, no entanto, não contam com isso - o que não significa que o serviço seja vedado a elas.

“O maior problema é quando encontramos obstrução nos dutos. Mas se há um caminho por onde segue a fiação de telefone, passamos o cabeamento”, explica Elaine Jordão, gerente comercial de uma empresa de acesso à internet. “Em uma das muitas possibilidades tecnológicas, os apartamentos são cabeados numa só estrutura, que pode seguir via área externa do prédio, que envia o acesso à internet por ondas de rádio instalado no terraço, ou através de cabo, ou de fibra óptica”, acrescenta Lúcio Carlos, que diretor executivo de uma outra empresa de acesso a internet.

Constatada a possibilidade, resta saber que tecnologia escolher quais os planos existentes e dentre eles o mais indicado para o condomínio, quanto custa e como pagar. “Eu preciso saber se o serviço vai onerar a minha cota e se a cobrança pode ser individual”, diz Vera.


O que é banda larga e o que é preciso saber sobre ela?


Banda larga é um tipo de conexão que permite aos usuários conectar seus computadores à Internet com velocidade até 30 vezes maior que o acesso via linhas discadas, por longos períodos de tempo e sem limite de uso. Significa poder enviar e receber mensagens por e-mail, trocar arquivos, participar de cursos online, fazer downloads, ouvir rádio, ver televisão, entre muitos outros serviços disponíveis na grande rede.

Os tipos de conexão são ADSL, cable modem, via rádio e via satélite. O critério de escolha deve levar em conta uma série de fatores, mas é a velocidade que determina o seu custo. Quanto mais veloz, mais cara. Existem pacotes que vão de 256 kbps até 8 Mbps. O primeiro é mais que suficiente para o uso doméstico. Mas, de qualquer forma, é importante adequar a conexão ao perfil do usuário. Deve-se considerar se a conexão será utilizada para ver e-mail, fazer pesquisas e usar programas de mensagens instantâneas ou se o objetivo é fazer downloads de arquivos pesados, como os de música, jogos e vídeos.

No condomínio Key West, na Barra da Tijuca, há usuários de diferentes serviços. “Não temos um pacote só para todo o prédio. Há um plano coletivo e dois individuais. As empresas vieram, montaram estandes e fizeram divulgação junto aos moradores. O serviço de televisão, telefone e Internet é coletivo. Quem optou por ele paga mais barato, pois há mais moradores no pacote. Quem utiliza outra TV a cabo, fez outras opções, também de bom preço e boa assistência”, detalha Sandra Regina de Souza Ferreira, da Administração do Condomínio Key West.

Respondendo à síndica Vera, ela diz que os boletos são individuais e pagos diretamente às empresas. “Nada fica a cargo da administração do condomínio. A única coisa que fazemos é intermediar o contato com as empresas quando é feita a adesão e/ou o cancelamento do contrato”, afirma Sandra, acrescentando que o serviço não gera qualquer trabalho ou aborrecimento. “Cada empresa disponibiliza um representante para resolver as questões do condomínio, mas não costuma haver reclamações”.

Em média, as mensalidades pelos serviços mais simples de banda larga giram em torno de cinqüenta reais.

Apostas no futuro

Segundo Elaine Jordão, o futuro do acesso a internet está centrado em três frentes: armazenamento, mobilidade e segurança. “Teremos a ampliação de serviços que permitam aos moradores dispor de um lugar fora de suas casas para guardar fotos, filmes, músicas e dados, aproveitando os equipamentos do provedor que atende o condomínio. Veremos o crescimento do uso do wi-fi, com o qual o morador, utilizando um laptop, pode acessar a internet de qualquer lugar e não somente de sua residência. E serão comuns situações como a de um morador que conseguiu acionar a polícia, depois de ver, da Alemanha, imagens de um ladrão que invadira sua casa”, exemplifica.

Para o diretor e especialista em acesso a internet, Lucio Carlos, um fator que contribuirá para garantir estas facilidades será o crescimento da demanda. “Hoje no Brasil ainda são poucos os que utilizam o acesso rápido a internet. Em países como Japão e Estados Unidos as conexões de computadores residenciais são de 10 megas de velocidade. Por aqui, a média é de 300 kbps. Mil kbps é igual a 1 mega. É como se ainda estivéssemos andando à cavalo. Mas nas próximos 3, 5 anos, isto irá mudar”, acredita.

Suporte e compra casada exigem atenção

Entre os aspectos que precisam ser avaliados antes da escolha de um plano, merecem atenção a fidelidade de longo prazo exigida em troca de instalação grátis do modem, os serviços de suporte e a assistência técnica. “É preciso evitar a compra casada e também avaliar a qualidade do suporte. Apesar de imprescindível para os usuários, muitas vezes, ele funciona somente no horário comercial, quando a maioria dos moradores utiliza a internet à noite”, orienta Elaine Jordão. “O condomínio ou os usuários diretos têm à disposição planos com suporte telefônico 24 x 7 gratuito, mais assistência técnica especializada, com instalação livre e sem custo adicional. Não precisam se submeter a compras casadas”, acrescenta Lúcio Carlos.

Acerte na escolha

Saber sobre os tipos de acesso à internet é importante na hora de avaliar qual é a melhor para o seu caso. Segundo os especialistas, tudo depende das necessidades específicas de cada usuário, porque “não existe tecnologia imune a problemas”. “A probabilidade de enfrentar instabilidades no acesso é a mesma para todas elas”, diz Lucio, para quem a melhor relação custo x benefício é o acesso via rádio, devido a um custo menor: “O usuário não precisa pagar nem modem, nem provedor”, avalia.

Confira os diferentes tipos de acesso:

ACESSO VIA ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line) = Os acessos ADSL são oferecidos pelas operadoras de telefonia e se caracterizam pela transmissão de dados em alta velocidade pela linha telefônica e a exigência de se adquirir uma placa ADSL. Existem restrições quanto às áreas atendidas, pois o usuário não pode estar a mais de três km da central telefônica. Problemas com a linha, como ruídos, linhas antigas ou fios descascados, também comprometem o fornecimento do serviço.

ACESSO VIA CABO = Quem tem TV por assinatura ou pretende contratar o serviço pode optar por este tipo de acesso. Não há necessidade da linha telefônica e a conexão é feita no momento em que o cable modem (aparelho vendido pela empresa de TV por assinatura) faz a interligação entre o computador e a rede da TV. O usuário paga pelos dois serviços, o de TV a cabo e o do provedor. O modem costuma ser oferecido gratuitamente em troca de fidelidade de uso por um período que pode chegar até 24 meses. Existem restrições quanto às áreas atendidas, pois elas precisam estar cabeadas.

ACESSO VIA RÁDIO = O acesso via rádio utiliza a conexão por radiofreqüência e exige a instalação de um aparelho de rádio no alto do prédio do assinante que se comunica direto com o rádio do provedor. Uma das principais vantagens é poder atender áreas sem possibilidade de cabeamento. A desvantagem é que a instalação é apropriada apenas para usuários coletivos, ou seja, exige um número mínimo de usuários.

ACESSO VIA SATÉLITE = Este acesso é obtido através de conexão IP via linha discada e é mais indicado para quem precisar ir a locais onde não exista infra-estrutura adequada de telecomunicações. Ele também permite acessar a rede mesmo quando o usuário está distante do local onde sua antena foi instalada.

  
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