Havia um tempo, lá
atrás, no passado, onde a palavra e o conteúdo
eram fundamentais. Hoje, no presente, o espetáculo
é “imprescindível”. E o futuro,
o que será? Sairemos do “palco”? A plástica
continuará a prevalecer?
A todos os lados que olhamos,
vemos uma sociedade do espetáculo. O privado e público
se misturaram. A privacidade “acabou”. Se expor
em sites de relacionamento, blogs, fotologs é o ponto
de encontro e de exposição dos jovens.
O show não pára.
É a sociedade do espetáculo. O importante
é estar presente na mídia. E aí vem
a questão: será que a manchete tornou-se ponto
central na mesa dos “gestores” públicos
e privados do nosso país em detrimento ao planejamento?
Parece que sim. Enfim...
Se sim, a coitada da palavra
marketing vem sofrendo duros golpes e por isso é
preciso separar o joio do trigo. Marketing não é
oferecer um serviço sem competência para executá-lo.
Marketing não é anunciar um produto que não
se tem para se vender outro mais caro. Marketing não
é colocar uma laranja estragada no meio de outras
boas ou ar no tubo de pasta de dente para vendê-lo
mais caro. No Código Civil encontraremos uma melhor
definição para essas ações.
Porém, também
não é marketing fazer geladeiras que gelem.
É obrigação. Relembrando Theodoro Levit,
marketing é conquistar e, principalmente, manter
clientes. Para tanto, o planejamento em primeiro lugar irá
privilegiar a consistência, o conteúdo, e depois
a plástica. Bem, deveria ser assim.
Mas... o show de 2007 começou.
Sensação, experimentação e comprovação
ou decepção da sociedade ou dos clientes dependerão
da importância dada de fato ao planejamento pelos
gestores, públicos e privados.
A nós cidadãos
não restam somente as “experimentações”
dos “produtos” dos gestores. Parar o carro na
faixa de pedestres, buzinar sem necessidade, estacionar
em locais proibidos, sujar os espaços públicos,
entre outros atos, são violências urbanas.
Agir diferente disso são ações pragmáticas
de cidadania e que com certeza reduzirão a violência
diária e sensação de caos urbano.
Nós da LOWNDES continuaremos regando, adubando, ou
seja, cuidando do jardim a fim de atrair as borboletas e
privilegiando a palavra e o conteúdo. Se você
procura uma empresa ou uma revista assim, seja bem vindo.
Rogério Quintanilha
Diretor