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Assumir
a gestão
de um condomínio
não é
uma decisão
fácil,
especialmente
quando não
se tem experiência
neste tipo de
atividade. A
gerente de qualidade
da Lowndes,
Catarina de
Oliveira, atende
todos os dias
a novos síndicos,
sabe de suas
angústias,
seus medos e
da vontade que
têm de
contribuir para
o bem comum.
É ela
quem os recebe
e orienta em
suas primeiras
dificuldades,
desafios e descobertas
como síndico.
Nesta entrevista,
a gerente de
qualidade fala
sobre esta responsabilidade,
lista as características
que ajudam um
morador a tornar-se
um bom síndico
e diz o quanto
o contato com
estes profissionais
contribui para
a melhoria da
qualidade de
atendimento
das administradoras. |
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Lowndes
Report –
Como é o trabalho
de receber e orientar
os síndicos
novatos?
Catarina de
Oliveira
– No dia seguinte
às Assembléias,
ao tomarmos conhecimento
do nome do novo síndico
eleito e da data que
ele assumirá
(a maioria de imediato),
enviamos uma correspondência
informando o código
e a senha de acesso.
Nos dias subseqüentes,
entro em contato com
ele para agendar uma
visita/reunião.
Munida das informações
básicas sobre
o condomínio,
de relatórios
pertinentes ao mesmo
e ainda dos nossos
formulários
padrões e das
informações
de como transcorre
o relacionamento síndico/Lowndes,
inicio a reunião,
de preferência
no Condomínio,
pois aproveitamos
nossa visita para
“fiscalizar”
se o edifício
está adequado
às normas e
legislações
a que está
sujeito. Sempre deixo
os síndicos
à vontade para
falarem do que levou-os
a aceitar tal cargo,
o que esperam e como
se sentem. Depois
deste primeiro contato,
conduzo a reunião
de forma que pelo
menos parte dos anseios
do novo síndico
sejam atendidos, buscando
tranqüilizá-los.
Apesar de já
ter realizado estas
reuniões inúmeras
vezes, cada uma tem
um significado especial:
a troca é constante,
pois mesmo que dois
prédios sejam
exatamente iguais,
por trás daquele
cargo ou função
existe um ser humano
único e inigualável.
Sinto-me imensamente
feliz em saber que
posso, de alguma forma,
servi-los.
Lowndes
Report –
Qual o perfil de quem
decide ser síndico,
mesmo não tendo
experiência
em administrar Condomínios?
Catarina de
Oliveira
– É o
perfil de alguém
que se preocupa com
seu patrimônio
e encontra-se disposto
a contribuir para
o patrimônio
de todos.
Lowndes
Report –
Seria possível
listar características
que permitissem predizer
se um novato será
um bom síndico?
Catarina de
Oliveira–
De um modo geral,
ser conciliador, gostar
de lidar com pessoas,
saber distinguir com
clareza a posição
do cargo de síndico
e o lado pessoal,
ou seja, o síndico
em exercício
não pode confundir
simpatias ou antipatias
pessoais com as responsabilidades
e limites definidos
na Convenção
e na legislação.
Lowndes
Report –
Sem estes requisitos,
do que eles necessitam
a fim de tornarem-se
bons síndicos?
Catarina de
Oliveira
- Cada um necessita
ter consciência
de suas aptidões
e, não tendo
os requisitos, como
os citados acima,
é aconselhável
não assumir
tal responsabilidade.
Mas, estando no exercício
do cargo, o essencial
é ter uma maior
interação
com a administradora
e com os condôminos.
Lowndes
Report –
Geralmente, como um
síndico de
primeira viagem se
comporta na primeira
reunião com
a administradora?
Catarina de
Oliveira
- Inicia transmitindo
aflição
para passar a “fazer
e acontecer”.
Após entender
o que envolve o novo
cargo, alguns chegam
a demonstrar vontade
de desistir, mas,
ao final, por entenderem
que não estão
sós e que terão
toda a orientação
e suporte da Lowndes
como co-administradora,
passam a pedir informações
mais específicas
sobre o que pretendem
realizar.
Lowndes
Report –
Quais são as
principais dúvidas
que eles têm?
Catarina de
Oliveira–
São dúvidas
referentes ao relacionamento
com os demais condôminos,
aos aspectos gerais
da legislação
trabalhista (escala
de trabalho, adicionais
devidos, forma de
apurar horas extras,
etc.) e sobre o momento
de convocarem uma
assembléia.
Lowndes
Report –
O que mais temem?
Catarina de
Oliveira
- O não entendimento/respeito
por parte dos condôminos
no que diz respeito
à forma com
que recorrem ou se
dirigem ao síndico,
de acharem que o síndico
tem que resolver tudo,
inclusive relações
entre vizinhos e até
pessoais. Temem ainda
fiscalizações,
autuações
e as relações
com os funcionários
do condomínio.
Lowndes
Report –
De um modo geral,
como costuma ser o
relacionamento deles
com a administradora
ao longo do primeiro
mandato?
Catarina de
Oliveira–
É no dia-a-dia
que eles passam, efetivamente,
a tomar decisões
e, então, nos
procuram para orientações.
Costumamos deixá-los
muito à vontade
neste sentido, pois
o síndico que
acabou de ser eleito
não tem de
saber de tudo que
sua gestão
implicará,
mas nós, administradores,
temos a obrigação
e o dever de bem orientá-lo
e servi-lo.
Costuma ser, portanto,
um mandato de dúvidas
e orientações
constantes.
Lowndes Report
– Que contribuições
estes síndicos
trazem para a administradora?
Catarina de
Oliveira–
De um modo geral o
síndico de
primeira viagem demanda
muito mais tempo e
disponibilidade da
empresa, mas, às
vezes, pelo desconhecimento
sobre o novo cargo,
em suas indagações
acabam nos apontam
para possibilidades
de criar novos serviços
e recursos. É
uma troca muito rica
e constante.
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VIM, VI E VENCI!
Síndico fala da experiência de tornar-se síndico e vencer o desafio
Eurico Ferreira, em sua segunda gestão
à frente do Condomínio Professor Gabizo, na Tijuca,
é síndico há
menos de dois anos e já
fez história. Neste período
reverteu o quadro de abandono
e déficit em que encontrou
a administração
e, atualmente, mantém
o condomínio bem cuidado
e com dinheiro em caixa.
“Foi
por necessidade que me tornei
síndico. Sou proprietário
de um imóvel no Professor
Gabizo e não morava lá.
Já havia perdido uns
dois ou três inquilinos
devido aos aumentos constantes
da taxa condominial, mas foi
por força do destino
– depois que me separei
voltei para o prédio
– que comecei a dar razão
a eles. O seu estado geral era
de abandono, as áreas
comuns estavam depredadas, o
condomínio era mal administrado
e tinha um déficit de
14 mil reais. Senti a necessidade
de fazer parte do conselho,
da administração,
para tomar conta do meu patrimônio.
Sou
administrador de restaurante,
havia cursado administração
até o quinto período,
mas abandonei. O que me ajudou
muito foi a Lowndes: desde o
primeiro bate-papo que tive
com a Catarina, gerente de qualidade,
e com a Simone, gerente de condomínio.
Elas me passaram todas as informações
importantes. Conversamos, fizemos
um cronograma, definimos cotas
extras necessárias e
cortes nas despesas e estabelecemos
uma série de outras iniciativas
para que fosse possível
vencer o desafio. A questão
prioritária era não
só parar com os aumentos
de condomínios e tentar
refazer toda a área comum,
mas também diminuir o
saldo devedor.
Como
vi meu patrimônio depredado,
não tive muito receio
nem pensei muito nas dificuldades
que teria. Depois que entrei
em contato com a Lowndes e vi
que teria todo o apoio necessário,
todo o receio que sentia sumiu.
No geral, conhecia todo mundo
no prédio e isso também
ajudou muito. As pessoas são
boas; houve apenas um desmazelo,
uma acomodação.
No
início, minha maior dúvida
era, justamente, como fazer
com que os condôminos
tomassem consciência da
importância da economia
de água e de luz e também
da importância dos cuidados
com o bem comum. Era necessário
fazer com que percebessem que
o condomínio é
patrimônio de todos, que
é preciso zelar por ele
e que não poderia continuar
largado como estava. Para mim,
não basta apenas administrar.
Era preciso conscientizar cada
um dos moradores de que faziam
parte do todo. Não adiantaria,
por exemplo, colocar sensores
para reduzir gastos com energia
se continuasse a haver desperdício
de água, como no caso
das infiltrações
nas caixas d'água. As
pessoas passavam, viam e não
se incomodavam porque pensavam
que o patrimônio delas
começava da porta do
apartamento para dentro.
Mas,
com as ações sugeridas
pela Lowndes, as coisas foram
mudando. Por exemplo, fizemos
várias reuniões
condominiais falando com as
pessoas, explicando que cada
um teria que ajudar porque,
se cada um economizasse 5 ou
10 reais, conseguiríamos
superar o déficit. Coisas
deste tipo foram aos poucos
trazendo os demais condôminos
a participar mais do dia-a-dia
do condomínio e a ajudar
a zelar por ele.
No
final deu tudo certo e hoje
estamos tranqüilos. Não
há nenhum problema maior
no prédio. Além
de termos quitado o déficit
de 14 mil reais, estamos com
um saldo credor de mais de a
15 mil reais.
Eu
queria me reeleger para acabar
de sanar as contas e resgatar
o patrimônio. Quando veio
a reeleição, por
unanimidade, tratei de fazer
um caixa para que o próximo
síndico tivesse um capital
bom até para fazer algumas
coisas que fazem falta, como
uma churrasqueira e a ampliação
da área de lazer. Então,
agora, a minha intenção
é passar adiante, pois
isso cansa. Tenho meu trabalho
e minha vida. Talvez daqui a
um ano ou dois eu possa voltar,
mas, no momento, quero passar
para outra pessoa porque ando
muito ocupado.”
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