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O síndico, o advogado Alexandre
Tadeu Martins Silva, chama Claudiano de
“Mel Gibson”, e essa fama
tem fundamento. Ele fez uma ponta no longa-metragem
O Outro Lado da Rua, do diretor Marcos
Bernstein, que é passado no bairro
de Copacabana e tem uma cena na porta
do prédio. “A cena foi muito
simples. Eu conversava com uma senhora
enquanto a Fernanda Montenegro e o Raul
Cortez passavam”, descreve. Sem
pretensões artísticas, mas
admirador do cinema de ação,
ele cita Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger
como seus ídolos estrangeiros e
Tony Ramos, como o ídolo nacional.
Nascido
em Esperança, na Paraíba,
Claudiano seguiu o destino de grande parte
de sua família e veio para o Rio
de Janeiro atrás de trabalho. Hoje,
com jeito de carioca, afirma que acha
a cidade ótima e que pretende ficar
por aqui, indo para sua terra natal só
para passar as férias e visitar
os pais. Casado, mas ainda sem filhos,
ele diz que gosta mesmo de jogar futebol
e escutar música, principalmente
MPB. “Gosto muito de Zé Ramalho,
Fagner e Geraldo Azevedo”.
Sobre
a reciclagem, Claudiano diz que foi uma
iniciativa do síndico, que administra
o prédio há quatro anos.
A seleção do lixo começa
nos apartamentos. A segunda fase da triagem
é quando o material é armazenado
na garagem do prédio. Por fim,
o lixo é vendido para a Cooperativa
dos Catadores de Copacabana, na rua Sá
Ferreira. São cerca de 350 quilos
de papel e quatro quilos de alumínio
por semana. E o lucro vira roupas novas.
Sobre
a reciclagem, Claudiano diz que foi uma
iniciativa do síndico, que administra
o prédio há quatro anos.
A seleção do lixo começa
nos apartamentos. A segunda fase da triagem
é quando o material é armazenado
na garagem do prédio. Por fim,
o lixo é vendido para a Cooperativa
dos Catadores de Copacabana, na rua Sá
Ferreira. São cerca de 350 quilos
de papel e quatro quilos de alumínio
por semana. E o lucro vira roupas novas.
A
escolha do novo modelo de uniforme foi
para lá de democrática,
decidida por Claudiano e pelos outros
três funcionários. O antigo
uniforme, na cor padrão azul, com
o tradicional nome bordado (que encarecia
a roupa), foi abolido. Em seu lugar entrou
uma camisa branca e calça social
escura, com sapatos que podem ser de grifes.
A identificação do funcionário
fica por conta de uma plaquinha que é
aplicada na blusa e pode ser tirada com
o término do expediente.
Além
de ajudar na preservação
do meio ambiente, a idéia ainda
trouxe outros benefícios: a conscientização
dos moradores para a importância
da seleção do lixo, gerando
mais uma receita para o prédio
e reduzindo despesas. O resultado é
condôminos satisfeitos e funcionários
chiques como galãs de cinema!
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