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| DEU
CERTO
- RIGOR E EFICIÊNCIA NA GESTÃO FINANCEIRA |
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Estes são os pontos fortes da administração
do condomínio Sutton Place |
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A
experiência como administrador
contribuiu para o sucesso de Rogério
Guimarães à frente
do condomínio Sutton Place,
na Zona Sul de Niterói. A
vida cheia de atividades, tanto
de trabalho, quanto de lazer, fez
com que ele pensasse duas vezes
ao receber o convite para ser síndico.
Mas acabou aceitando e hoje, menos
de um ano depois, sente orgulho
de ter as contas do prédio
bem administradas e, mais do que
isso, de estar realizando uma excelente
administração financeira.
Os resultados estão sendo
revertidos em bem-estar para a coletividade.
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Rigoroso em tudo o que faz, a primeira
preocupação que teve no
início da sua gestão, em
fevereiro de 2004, foi com relação
aos desperdícios. Dois pontos já
o incomodavam antes mesmo de ser síndico:
o excesso de luzes acesas o tempo todo
no prédio e a falta de conforto
causada por sempre haver um elevador desligado.
Mas, antes de tomar qualquer providência,
procurou saber se havia outros problemas
para serem resolvidos. Para isso, contratou
uma empresa para fazer uma radiografia
que verificasse se todas as normas de
segurança estavam sendo cumpridas
e qual era o estado geral de manutenção.
Ao mesmo tempo, realizou uma pesquisa
com os moradores, onde obteve mais de
50% de respostas sobre diversos itens
do condomínio e as expectativas
de cada morador sobre o que deveria ser
feito. “Como proprietário
e morador quero conforto, tranqüilidade
e valorização do meu patrimônio,
e isso só é possível
tendo a casa em ordem, com tudo funcionando
plenamente. Na outra ponta, como síndico,
precisava saber como prover tudo isso”,
justifica.
O
desperdício de energia com as luzes
das duas garagens, da escada, dos andares
acesas 24 horas foi eliminado com o investimento
em sensores de presença. A iniciativa
foi das mais acertadas, gerando uma economia
entre mil e mil e duzentos reais, por
mês, o que representa 7,5% do orçamento
do condomínio. “Precisava
economizar e, em vez de cortar coisas
que nos são caras, como a manutenção
de elevadores, por exemplo, optei por
eliminar desperdícios. Muitos administradores
fazem cortes em coisas que são
de alto risco. Não vale a pena”,
critica. O síndico já fez
as contas de quanto terá no final
de um ano com a economia e está
planejando investir em mais uma ação
para reduzir despesas. “Estamos
estudando a viabilidade de captar a água
das chuvas”, antecipa. Como no caso
dos sensores, será necessário
primeiro investir para só depois
obter resultados. “Não considero
custo, mas investimento. A economia proporcionada
em cinco meses pelos sensores pagou o
custo do equipamento; agora é só
lucro, o que nos permite uma folga para
fazer outras coisas”, diz.
Conforto
e bem-estar com dinheiro economizado
Entre
as coisas que podem ser implementadas
está a possibilidade de proporcionar
mais conforto aos moradores. “Temos
três elevadores, mas mantínhamos
sempre um desligado. Atualmente, ligo
os três nos horários de maior
movimento, ou seja, nos horários
em que as pessoas saem para trabalhar
e retornam para casa”, conta.
O síndico também pôde
investir no jardim, que antes gerava muita
polêmica devido aos diferentes gostos
dos moradores. “Tínhamos
um empregado destinado a cuidar do jardim
e ele acabava se tornando alvo de críticas.
Para resolver o problema, contratamos
uma empresa de paisagismo, ou seja, um
prestador de serviços mais isento,
que um bom trabalho e que agradou a todos.
Às vezes, terceirizar é
ter algo melhor e não mais barato.
Gastei mais porque fiz um investimento,
mas agora é só manutenção”,
garante.
O
condomínio Sutton Place é
relativamente novo: tem sete anos e ainda
não precisou de grandes reformas,
mas em breve vai passar por uma limpeza
da fachada, que o síndico já
está planejando fazer sem cota
extra, apenas com o dinheiro economizado.
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Controle de fluxo de caixa e envolvimento
dos empregados
Respeitar o fundo de reserva foi outra
decisão desde o início,
medida que ele aconselha ser seguida por
todos os administradores de condomínio.
“Acredito que pode-se até
usar o fundo de reserva para administrar
o fluxo de caixa. Eu tenho o dinheiro
lá fisicamente e, em um mês
em que sei que vou entrar no negativo,
o utilizo. Mas isso é recuperado,
no máximo, em dois meses, desde
que se tenha uma programação
que permita saber em quanto tempo vou
poder repô-lo. É como se
tivesse uma conta poupança junto
com a conta corrente: se entrar no negativo,
cobre com o valor da poupança,
mas depois devolve o dinheiro. É
só para não pagar juros
porque eles são muito maiores que
os rendimentos”, ensina.
Para
obter resultados mais consistentes, o
síndico recorreu à participação
dos empregados. “Convoquei um a
um para uma conversa e mostrei a eles
a importância que eles têm
na administração do prédio.
Expliquei que o item pessoal representa
a maior despesa de um condomínio
e que não tinha a intenção
de cortar ninguém nem seus benefícios,
mas que, por isso mesmo, precisava deles
para reduzir outras contas, como água,
luz, materiais”, lembra. A conversa
deu resultados. Os gráficos que
acompanham o comportamento das despesas
condominiais demonstram que todos estes
itens tiveram uma redução
significativa, em comparação
com o item pessoal. “Eles realmente
vestiram a camisa e são meus principais
aliados”, diz. Mesmo com os reajustes
das tarifas ao longo do ano, o condomínio
fechou o ano de 2004 gastando menos com
energia que em 2003.
Assim
como os empregados, os condôminos
também começaram a se envolver
mais com a gestão, aproveitando
a transparência permitida pela nova
administradora do condomínio. “Foi
necessário trocar, pois precisava
dar mais transparência, manter um
diálogo com os moradores. Hoje
temos um site em que todos podem ver as
contas do condomínio na hora que
quiserem”, afirma. O síndico
não tolerou a ineficiência
da antiga administradora. “Não
tínhamos controle sobre as receitas
e despesas: os nossos empregados é
que pagavam as contas no banco. Trocamos
por uma administradora com mais serviços.
O mais importante para mim é eficiência,
é ter serviços prestados
a tempo e a hora, de forma adequada”,
reclama.
Os
moradores sentiram a diferença,
assim como os conselheiros. Eles recebem
todas as informações detalhadas.
O síndico acrescenta aos dados
enviados pela administração
um relatório com tudo o que está
acontecendo. “Trabalho como se estivesse
em uma empresa, que tem os acionistas
e os representantes dos acionistas, a
quem devo satisfação”,
diz. Com estes procedimentos, acabou abrindo
um canal de diálogo permanente
com os moradores, através do conselho,
e a participação só
faz aumentar. Guimarães diz que
procura convocar assembléias o
mínimo necessário para não
incomodar: “Eles elegeram um síndico
para administrar e não para repassar
os problemas”. Mas o índice
de comparecimento é alto. A preocupação
constante com a valorização
do patrimônio também contribui
para conquistar a aprovação
dos moradores. “Geralmente, o maior
patrimônio das pessoas é
o imóvel e ele tem que se manter
valorizado. Investir neste item é
também cuidar do lugar em que eu
habito, que, a meu ver, deve estar sempre
limpo e harmonioso. Quero acordar e ver
o jardim bonito. Tudo isso é motivado
pela busca do bem-estar, mas resulta em
preservação do patrimônio.
Isso não tem preço”,
conclui.
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Dicas Deu Certo
Seguir um planejamento financeiro.
Conscientizar os empregados e moradores
para importância da participação
deles para a redução das
despesas.
Fazer uma pesquisa de opinião
com os moradores sobre o que querem
para o condomínio.
Zelar pela aparência do prédio.
Identificar e eliminar desperdícios.
Buscar e aproveitar as oportunidades.
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