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O presidente da ABADI fez
um balanço destes
sete anos e acredita que
um dos mais importantes
avanços conquistados
pelos Encontros de Síndicos
é uma participação
maior do setor público.
“No Encontro da Zona
Sul, ela foi ainda mais
significativa. Contamos
com a presença do
representante da Defesa
Civil, que deu uma palestra
sobre primeiros socorros.
Contamos também com
a presença do representante
do Corpo de Bombeiros, que
passou orientações
sobre prevenção
e combate a incêndio,
e com a presença
do Comandante da Polícia
Militar, falando sobre segurança
predial”, diz.
O
estreitamento das relações
com o setor público
e as informações
passadas para os síndicos
é de extrema importância
para o segmento, pois a
complexidade da atividade
não permite mais
uma visão fechada
da atuação
do síndico, como
alguém que só
precisa entender de condomínio
e de administração.
“Ele tem que ser um
profissional completo. Se
um morador passa mal, ele
tem que saber o mínimo
para poder socorrer; se
tiver um incêndio,
ele precisará de
conhecimentos para ajudar
no apoio à ação
dos bombeiros. Então
ele tem de ser um gestor
em todos os níveis”,
afirma Masset.
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Para
o responsável
pela organização
do evento, o Diretor
de Condomínios
da entidade Rogério
Quintanilha, a Associação
está, cada
vez mais, reafirmando
sua posição
de utilidade pública.
“É muito
importante o poder
público ver
que a ABADI é
um elemento integrador
do síndico
com a sociedade. Nestes
sete anos, eles vieram
se aproximando e estamos
juntos, de forma totalmente
isenta, conquistando
significativos benefícios
que são para
a população
de um modo geral,
se pensarmos no número
de pessoas que moram
em condomínios”,
ressalta.
Fato
é que o poder
público já
percebeu que os síndicos
são formadores
de opinião,
são lideranças
dentro de comunidades.
Só na cidade
do Rio de Janeiro
são mais de
25 mil condomínios
representados por
estes profissionais,
e a aproximação
do poder público
é muito bem-vinda.
Quem ganha com isso
é a sociedade. |
Objetivo
primeiro do Encontro vem
sendo alcançado
Quem
acompanha o evento desde
a sua criação
também destaca a
profissionalização
dos síndicos que
ocorreu neste período.
“É interessante
perceber que aquilo em que
se pensava ao criar o evento
vem se tornando realidade.
Ao longo destes anos, o
que temos visto é
uma mudança substancial
do perfil deste profissional,
da ciência desta atividade,
acompanhando a complexidade
da gestão condominial”,
diz Quintanilha.
Isto
mostra que o evento acerta
ao levar esclarecimento
sistematizado ao público.
“Tenho acompanhado
estes Encontros e não
posso deixar de ressaltar
a extrema importância
de reunir os síndicos
e congregar todos eles dentro
de uma uniformidade, especialmente
de ordem legal, de ordem
jurídica no exercício
de suas atribuições.
Ela contribui, desta maneira,
não apenas para a
melhoria constante da gestão
administrativa, mas também
como elemento de conciliação,
promovedor da paz e da harmonia
comunitária, que
é o que consolida
a formação
de cidadãos”,
elogia Alberto Siaudzionis,
membro do Conselho Consultivo
do condomínio do
edifício Lugano,
em Ipanema.
O
mesmo aspecto foi citado
pelo Deputado Carlos Minc
ao iniciar sua palestra
sobre a nova lei do silêncio.
“Fico muito feliz
em ver todas estas pessoas
reunidas em um esforço
renovado de cidadania, que
é o trabalho de cuidar
de condomínios”,
afirmou. O deputado fez
questão de ressaltar
a importância dos
síndicos em questões
que envolvem a melhoria
de vida na cidade. “Os
condomínios são
grandes aliados na questão
ambiental. O Rio é
uma das 10 cidades mais
barulhentas do mundo, temos
problemas com a destinação
do lixo e os condomínios
podem, em muito, participar
mais com atitudes preventivas
e responsáveis para
a ecologia urbana”,
convocou.
Temática
construída com o
público valoriza
palestras e debates
A
seleção dos
temas a serem tratados em
cada Encontro leva em consideração
todas as informações
que vêm do próprio
público, seja através
das respostas a um questionário
sobre o que gostariam de
ouvir, do que mais gostaram
ou do que sentiram falta
em cada evento, seja com
base no que está
ocorrendo no dia-a-dia das
administradoras –
que levam à ABADI
os problemas que os condomínios
estão vivenciando
e que precisam ser esclarecidos
–, seja a partir do
que a imprensa está
destacando, como o aumento
do número de assaltos
em condomínios.
Os
participantes também
dão sua contribuição
para a escolha dos temas
ao fazerem perguntas aos
palestrantes. “Em
média, cada síndico
faz de seis a sete perguntas,
que se não respondidas
na hora. Elas são
encaminhadas para que os
palestrantes respondam-nas
posteriormente. Nenhuma
delas fica sem resposta.
Toda semana, publicamos
duas colunas em jornais
de grande circulação
no Rio de Janeiro e também
utilizamos nosso site para
divulgar estas respostas”,
explica Masset. Quanto à
impossibilidade de os síndicos
serem atendidos em todas
as suas questões
ainda durante o evento,
Masset dá como exemplo
o volume de perguntas feitas
na Zona Sul. “Tivemos
1550 pessoas circulando
nos dois dias do Encontro.
Multiplique esse número
por seis ou sete e entregue
a um palestrante. É
humanamente impossível.
Mas entendemos a importância
desta questão e,
especialmente quanto às
questões jurídicas,
que são fonte do
maior número de dúvidas,
disponibilizamos atendimento
gratuito. Mantemos dois
advogados em tempo integral
durante todo o evento para
responder aos síndicos”,
diz.
Segundo
o presidente da ABADI, ainda
não é possível
fazer uma prévia
dos temas que serão
abordados nos Encontros
de 2005, mas ele acredita
que, muito provavelmente,
a segurança continuará
entre os temas principais.
“O evento conta com
uma pesquisa de satisfação
na qual os síndicos
dão notas aos temas
e aos palestrantes, com
espaço para sugestões.
Assim, cada novo Encontro
é um reflexo do resultado
apurado no evento anterior.
Certamente, continuaremos
a ter os temas mais relevantes
para a qualidade das gestões
condominiais”, diz
Masset.
“O
sucesso deste Encontro de
Síndicos reafirma
a visão do Dr. Maia
sobre a necessidade de realizar
estes fóruns. Eles
confirmam a ABADI como integradora
do mercado de administração
de condomínios. A
inteligência da atividade
está na ABADI. É
através desses eventos
que o síndico é
ouvido pelos poderes estabelecidos
– executivo, legislativo
e judiciário –
e por seus órgãos,
como as Polícias
Militar e Civil, o Corpo
de Bombeiros e a Cedae,
entre outros”, conclui
Quintanilha, que além
da atividade na ABADI é
diretor de marketing da
Lowndes. |