Lajes
e telhados
As
infiltrações em lajes
de cobertura, em geral, são
provenientes de falhas na impermeabilização
ou do próprio desgaste do material
que, em muitos casos, já ultrapassou
sua vida útil. Vale ressaltar
que o síndico deve estar sempre
atento para manter a impermeabilização
intacta, isto é, evitando que
a mesma seja danificada pela colocação
de antenas, escadas de marinheiro
ou outros aparatos que exigem perfuração.
Para
os telhados os cuidados fundamentais
são com a limpeza de telhas,
calhas, drenos e ralos do terraço,
assim como a verificação
da existência de telhas soltas
ou quebradas e a manutenção
de um perfeito nivelamento do madeiramento,
que deve estar imunizado contra cupins
e em bom estado de conservação.
Estas
áreas merecem atenção
redobrada daqueles que trabalham com
impermeabilização. O
engenheiro diz que boa parte das falhas
existentes é decorrente da
falta de um projeto que englobe não
só a seleção
do melhor material a ser utilizado
caso a caso, como detalhes de como
fazer o ralo, a tubulação
passante, um canto vivo, além
da previsão de possíveis
manutenções e de como
estas deverão ser feitas. “Como
tudo, a impermeabilização
também tem uma vida útil,
ou seja, prazo para a sua durabilidade.
A garantia contratual é de
cinco anos, mas a impermeabilização
pode durar até 10 anos. Para
isso a qualidade de tudo que a envolve
deve ser total”, ressalta.
Falhas
mais comuns
As falhas
em um sistema de impermeabilização
podem ser decorrentes de defeito do
material, de aplicação,
de projeto, além daquelas que
podem ter origem em um problema pré-existente
da estrutura.
Segundo
o engenheiro, uma prática muito
comum é a utilização
de materiais básicos, como
aditivos impermeabilizantes para argamassas
rígidas, que são tradicionalmente
usados no Brasil para fazer trabalhos
para os quais eles não são
competentes como, por exemplo, em
estruturas sujeitas a grandes movimentações.
“Isso nunca vai gerar um bom
resultado. Os sistemas devem ser utilizados
nas situações e condições
em que se constituem uma solução
específica à demanda”,
enfatiza.
A especificação
é realmente um dado essencial.
Em um país em que a normalização
nem sempre é respeitada, é
importante se guiar por marcas reconhecidas
e que tenham um bom histórico
de comprometimento com a qualidade
no Brasil e no exterior.
Para
se cobrir de informação
A realização
da impermeabilização
é de competência exclusiva
de engenheiros e arquitetos, mas um
pouco de conhecimento sobre o tema
pode ajudar os síndicos na
seleção e no acompanhamento
da prestação do serviço.
Para
a laje, o usual é utilizar
mantas asfálticas. Mas há
tipos diferentes, como a moderna Glass,
que é feita de fibra de vidro
e serve para locais que não
tenham grande incidência de
sol e trabalho de dilatação.
“É indicada para áreas
menores e cobertas, para espaços
maiores e mais expostos. A melhor
opção continua sendo
a manta estruturada com poliéster”,
explica.
Há
também materiais para cobertura
não transitável, como
teto de casa de máquina, que
pode receber uma manta que já
vem com uma proteção
em ardósia ou em alumínio
resistente aos raios UV e ao trânsito
eventual de pedestres.
O custo
de uma impermeabilização
varia muito, pois, para cada etapa,
pode haver diferentes níveis
de complexidade, desde a remoção
da impermeabilização
antiga, a colocação
da manta até a feitura de outra
pavimentação, esta última
dependendo ainda dos materiais de
acabamento escolhidos pelos clientes.
Mas vale a dica de pedir sempre, pelo
menos, três orçamentos
de empresas com um nome reconhecido
no mercado.
Materiais
Existem
no mercado basicamente dois tipos
de mantas, no que diz respeito à
composição da massa
asfáltica: mantas com asfalto
modificado por polímero APP
(polipropileno atático) e mantas
com asfalto modificado por polímero
SBS (estireno butadieno estireno).
As mantas APP são mais adequadas
às altas temperaturas, típicas
de nosso país. Mas existe ainda
uma outra divisão, que se refere
aos produtos tradicionalmente utilizados
e à chamada nova geração
de produtos. Confira:
Membranas Flexíveis: à
base de asfaltos modificados, elas
são utilizadas em tratamentos
superficiais das estruturas de concreto
e/ou argamassas. São apresentadas
sob as formas de emulsões para
moldagem in loco e mantas soldáveis
(asfálticas e butílicas).
São tratamentos superficiais
do tipo macio e, por isso, requerem
proteção adequada à
intensidade e à freqüência
de circulação no local,
a perfurações e fadiga,
bem como oscilações
de umidade e de temperatura. Geralmente,
são usadas argamassas à
base de cimento e areia para protegê-la.
Esta proteção também
merece manutenção periódica.
Flexíveis de Nova Geração
(gel selante): à base de silicatos
bioquimicamente modificados, o gel
se incorpora às superfícies
aplicadas e funciona como nas impermeabilizações
do tipo rígidas, fechando os
poros e capilares das estruturas e
argamassas. Ele reage ao ser atingido
pela água num processo contínuo,
obturando as microfissuras de até
0,3mm. Aplicável a qualquer
tipo de superfície e clima,
ele reúne as qualidades dos
dois tipos numa única tecnologia,
sem a necessidade de qualquer tipo
de proteção.