Vivia alegre e cantarolando - atitudes
comuns aos amantes da música.
A família o chamava de maluco
e os amigos diziam que iria enlouquecer.
Nem uma coisa nem outra. José
Pereira acreditou no seu sonho e foi
à luta. Veio para o Rio, começou
a trabalhar em condomínios até
parar no edifício Amaryllis.
Nessa época, tocava em barzinhos
com seu inseparável violão
e assim foi durante quatro anos.
De lá para cá, não
parou mais. Hoje, ele e a banda Cheirinho
Bom fazem shows de forró em clubes,
festas juninas, associações
de moradores e festas de aniversários.
“Estamos lutando para gravar o
segundo CD”, adianta. A música
é seu oxigênio, segundo
ele mesmo diz. “Em casa, na rua,
onde quer que eu esteja estou cantando.
Só não canto quando estou
no trabalho”, revela.
Aliás,
este porteiro-artista ou artista-porteiro
traz na alma a leveza e a sabedoria
dos que sabem viver. É isso mesmo.
“Estou sempre sorrindo. Sou uma
pessoa leve e acho que os problemas
são para serem resolvidos no
tempo certo. Não devemos ficar
nos corroendo, ‘martelando’
os problemas. Isso faz mal à
saúde. A vida se incumbe de resolvê-los”,
conclui.
Bem-humorado, a relação
de José Pereira com os moradores
é a melhor possível, e
o síndico Sérgio Ramalho
é testemunha. “Ele é
eficiente não apenas no desempenho
de suas atividades, mas na relação
com colegas de trabalho, clientes, visitas
e prestadores de serviço. O diálogo
e a busca pelo entendimento são
suas características”,
analisa. Casado pela segunda vez e pai
de Ana Carolina, de 11 anos, e Ana Paula,
de 9, ele mora no edifício com
a família e estar em companhia
dela é um de seus programas preferidos.
“Com a música sempre presente,
é claro”, conclui.