A manutenção das piscinas deve ser feita
  durante todo o ano

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O verão nem chegou mas, para alegria dos cariocas, o sol e o calor estão presentes durante todo o ano. Portanto, antes mesmo que a badalada estação se aproxime e lote as piscinas dos prédios, é hora de os síndicos atentarem para a manutenção dos parques aquáticos. A qualidade da água e a segurança são garantias de bem-estar e tranqüilidade para banhistas. Para isso, a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) e o Corpo de Bombeiros fazem algumas recomendações.


A presença de guardião de piscinas, habilitado pelo Corpo de Bombeiros, em todos os parques aquáticos de uso coletivo, como prédios residenciais, hotéis, clubes e academias, é obrigatória, de acordo com o Decreto n° 4.447, de 14 de agosto de 1981. A manutenção de equipamentos de primeiros socorros nas piscinas dos prédios também é obrigação legal.

A qualidade da água da piscina deverá atender aos padrões determinados pelo Ministério da Saúde e pela Comissão Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). A Lei estadual 1.899, de 29 de novembro de 1991, estabelece a obrigatoriedade da boa qualidade da água de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). E a resolução n° 273, de 13 de janeiro de 1987, da Secretaria Municipal de Saúde, prevê em seu artigo 21 que a Vigilância Sanitária é o órgão encarregado pela fiscalização.

O coordenador técnico do curso de Operador de Piscina da FEEMA e biólogo Mauro Lopes de Souza explica que, para garantir a qualidade da água, uma piscina deve apresentar quimicamente pH entre 7,2 e 7,8, preferencialmente 7,4, e cloro residual na faixa de 2 ppm (parte por milhão). Para o tratamento das piscinas, é utilizado o hipoclorito de sódio líquido ou sólido - o cloro - vendido em pastilhas ou granulados nas lojas especializadas em produtos para piscinas. "É o agente bactericida mais eficaz e mais barato", indica Souza. Ele é adicionado na água da piscina na proporção indicada através de um aparelho chamado hipoclorador, que funciona como uma ‘bomba’ de injeção automática.

O operador de piscina calibra o aparelho para que determinado volume de cloro seja liberado na tubulação de retorno da piscina. Depois da água passar pelo processo de filtragem, ela é direcionada para o hipoclorador que localizado na tubulação de retorno, saindo filtrada e já clorada e tendo recebido a dosagem certa de cloro para fazer a manutenção e o equilíbrio necessários.

Segundo Leopoldo Zimmermann, especialista em instalações hidráulicas e manutenção de piscinas, o controle da dosagem de pH e de cloro deve ser realizado diariamente pelo operador de piscina através de um aparelho chamado colorímetro, no qual é colhida uma amostra de água e adicionada a ela um indicador químico,o vermelho de fenol. Cinco gotas da solução são suficientes para indicar a faixa de pH da água. Em caso de resultados fora do padrão, a correção deve ser prontamente realizada. “É fundamental que a água seja filtrada diariamente e o tratamento químico feito de acordo com os padrões recomendados. Mesmo no inverno, os procedimentos devem continuar”, recomenda Zimmermann.

O síndico profissional Euvaldo Aguiar que o diga. Ele administra os condomínios Edifício Monet Darbois, no Leblon, e Edifício Epitácio Pessoa, na Lagoa, e não abre mão da contratação de uma empresa séria para cuidar dos parques aquáticos dos dois prédios. “Em ambos, os funcionários têm os cursos de operador de piscina da Feema e guardião de piscina do Corpo de Bombeiros, conforme prevê a legislação”, revela.

“A Feema prima pelo rigor do curso e pela qualidade dos profissionais que formamos”, afirma Souza. O capitão do Corpo de Bombeiros Nelson Borges é chefe da seção de Fiscalização das Piscinas do Grupamento Marítimo (G-Mar) do Estado do Rio de Janeiro e instrutor do curso de Guardião de Piscinas oferecido pela Corporação. Ele lembra que todas as piscinas de uso coletivo dos condomínios devem estar registradas no Grupamento Marítimo. É o que estabelece o Decreto nº 4.447, de 14 de agosto de 1981. Para efetuar o registro, o síndico deve dirigir-se à Avenida Repórter Nestor Moreira nº 11, em Botafogo. O Decreto encontra-se no site www.gmar.rj.gov.br ou no próprio quartel.

“Cerca de 70% das piscinas de uso coletivo do Estado não estão registradas. Os síndicos devem saber que a ausência do registro leva à interdição da piscina”, alerta. Segundo o Capitão Borges, a fiscalização é realizada semanalmente por amostras, isto é, é selecionada uma rua de cada vez. “Há casos em que o guardião é habilitado pelo Corpo de Bombeiro, mas o material de primeiro socorros encontra-se danificado. Nesse caso, notificamos o condomínio e damos um prazo de 30 dias para o síndico providenciar novo material”, orienta.

  
Segundo ele, também costuma ocorrer de o condomínio ter o material mas não haver o guardião ou a piscina não ter o registro. Nesses casos mais graves, a piscina é interditada e o auto de infração é fixado em local visível aos moradores. O parque aquático fica impedido de ser utilizado e só será liberado depois de legalizada a situação. O capitão Borges alerta quanto a quedas e afogamentos, acidentes comuns em piscinas. “Atenção redobrada às crianças. Não as deixe sob responsabilidade apenas do guardião”, recomenda. Ele lembra da importância do exame médico e diz que a má qualidade da água e a falta de consciência dos banhistas pode causar doenças de veiculação hídrica como, por exemplo, conjuntivite, diarréias, hepatite A e leptospirose.
  

Cursos de Operador de Piscina e Guardião de Piscinas

As inscrições já estão abertas para o curso de operador de piscina da Feema. As aulas acontecerão de 04/10 a 15/10, de 14h às 18h, de 2ª a 6ª, em São Cristóvão. O interessado deverá ter o 1° grau. O valor do curso é R$ 180,00. Mais informações através do telefone 3816-6246 ou 2549-1814. Os telefones da Central de Atendimento da Feema, para casos de denúncias, são (21) 3816-6198 ou 3816-6199.

O curso de guardião de piscina tem a duração de 6 semanas e as inscrições estarão abertas de 06/09 a 17/09, das 8h às 17h. São 120 horas/ aulas previstas para acontecer de 27/09 a 05/11, de 2ª a 6ª, das 8h às 12h, no G-Mar, em Botafogo. É necessário ter o 1° grau, ter mais de 18 anos e saber nadar. Os interessados devem pagar uma taxa de R$ 6,60 e, se aprovados no teste prático, adquirirem a apostila no valor de R$ 60,00. Informações sobre o curso, registro de piscinas ou legislação podem ser obtidas pelos telefones 3399-7805 e 2295-7476.

 

 
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