Perfil
de um porteiro
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Há nove
anos, quando Jorge Carlos Batista Costa
chegou ao Condomínio Rio Mar III,
na Barra da Tijuca, havia apenas algumas
casas isoladas. Hoje, 24 casas fazem parte
da associação, que localiza-se
junto aos outros 15 Condomínios
Rio Mar. Jorge é o funcionário
mais antigo da associação
e presenciou o desenvolvimento de toda
área. Começou como vigia
e hoje cuida, além da vigilância,
de toda a parte administrativa. A síndica
Sílvia Gonçalves costuma
falar que Jorge é praticamente
um síndico, já que conhece
tudo sobre a associação
e consegue resolver a maioria dos problemas
que aparecem.
Atentos
e muito participativos, durante dois dias
eles aprenderam sobre medidas preventivas
de segurança e trocaram experiências
sobre situações de risco
que têm afetado os condomínios
ultimamente. No fim do curso, registraram
as principais lições que
aplicarão daqui em diante. Confira
alguns depoimentos:
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Sr.
Cláudio, porteiro do Cond. Ed. Dr. Domingos
Sabóia, na Tijuca - "A melhor dica
do curso foi a instalação de uma
caixa de recepção na entrada do
condomínio para que os entregadores possam
depositar as encomendas sem precisar entrar
no prédio. Com certeza vou fazer esta
sugestão ao síndico."
Sr.
Reinaldo, zelador do Cond. Ed. Rudajá,
em Ipanema - "A gente pensa que sabe tudo,
mas sempre tem algo a aprender. Depois que o
condomínio onde trabalho há 25
anos foi assaltado, sofri de depressão
e percebi que a cidade tinha mudado, não
era mais aquela de 25 anos atrás. Hoje
estou muito mais atento e sei da importância
de estar sempre informado sobre medidas de segurança."
Janete,
auxiliar de limpeza no Cond. Ed. São
Domingos, no Engenho de Dentro - "Um dia
eu estava fazendo a limpeza no jardim e notei
que, na frente do condomínio, havia um
carro parado e uma pessoa que olhava o tempo
o todo para o prédio. Resolvi entrar
depressa no edifício. Aprendi no curso
que esta foi a melhor decisão, pois,
se fosse um assaltante, poderia ter me rendido.
Aprendi muitas outras coisas que não
sabia e vou pôr tudo em prática."
José
Paulo, porteiro do Cond. Ed. Nossa Senhora das
Graças, na Tijuca - "Seria muito
bom que os moradores também participassem
de cursos como esses para aprenderem a importância
das medidas de segurança. É muito
difícil fazermos nosso trabalho se, toda
vez que pedimos a identificação
de visitantes, alguns condôminos se sentem
ofendidos e fazem reclamações
de nossa atitude ao síndico. Temos que
fazer isso para proteger os próprios
moradores."
Vivemos
um momento grave de insegurança no Brasil
e no Rio de Janeiro, em especial, situação
que o poder público tem a responsabilidade
de reverter. Mas a violência existe em
qualquer sociedade, em maior ou menor grau e,
muitas vezes, o delito resulta da junção
da índole com a oportunidade. Incentivando
treinamentos focados em medidas preventivas
de segurança, os síndicos viabilizam
a redução das oportunidades de
violência no condomínio e dão
o primeiro passo para aquilo que se tornou mais
uma atribuição do bom administrador:
contribuir para a segurança dos condôminos.
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