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| MOBILIZAÇÃO
CONTRA A VIOLÊNCIA |
Veja
também:
Mudanças
no INSS
Entrevista
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Iniciativas
conjuntas une estado, sociedade civil,
organizações e comunidades
em prol da redução da
violência na cidade
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Desde 1993, o Viva Rio vem realizando atividades
destinadas a reduzir a violência urbana
nas cidades brasileiras. Campanhas pela
paz, pelo desarmamento entre outros projetos
que buscam reduzir a criminalidade e a violência
armada tem sido o principal trabalho da
organização. E o Viva Rio
não está sozinho nesta luta.
Do Governo a federações de
diferentes segmentos da economia, como a
Fecomércio e a Firjan, além
de Sesc, Senac, empresas e indivíduos,
a sociedade está cada vez mais consciente
de que esse é um problema cuja solução
exige o envolvimento de todas.
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"E
os condomínios podem entrar
nessa campanha. Hoje, a tendência
hoje do pensamento em prol da segurança
é de privilegiar ações
locais, permanentes e criativas. As
pequenas comunidades organizadas podem
fazer muito pela paz na cidade",
diz Rubem César Fernandes,
diretor-executivo e mentor da Organização
não governamental Viva Rio.
Ele sugere as administrações
duas frentes de trabalho importantes:
estreitar relacionamento com a secretaria
de segurança, as polícias
e a guarda municipal local, e investir
em ações sociais de
cunho preventivo nas comunidades de
baixa renda do entorno.
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"Não basta uma reunião
com o comandante do Batalhão. É
preciso agendar encontros com o Secretário
de Segurança a fim de discutir soluções
locais, compor parcerias com a Polícia
para o treinamento de porteiros e para implantar
novos serviços", defende. O
diretor do Viva Rio, sugere um serviço
de rádio, via aparelhos celulares,
ligado ao Batalhão. "São
idéias que transformadas em ações
obrigarão o Estado e os Batalhões
a estarem mais próximos e a se organizarem
para atender à comunidade, criando
um elo de compromisso entre ambas as partes,
pois, a população passaria
a compreender a importância de sua
participação para a segurança
de sua cidade", diz.
Rubem
César chama a atenção
para o fato de que é a população
que detém o que é mais importante
para o trabalho da polícia: a informação.
"Nesse sentido, ter um canal aberto
e de mão dupla é fundamental",
afirma.
Ações
pontuais são criticadas
O síndico do condomínio
San Remo, da Barra da Tijuca, Mário
Roberto Metzzer, concorda com o diretor
do Viva Rio. Com um dos polêmicos
Polígonos de Segurança (hoje
desativados pelo Secretário de
Segurança do Estado) a poucos metros
de casa, ele é contrário
a ações pontuais e mais
ainda a iniciativas em que a população
toma para si o papel do Estado como responsável
pela segurança pública.
"Uma única vez nosso condomínio
precisou da polícia e foi quando
soubemos que os policiais do Polígono
não podiam sair dali. Outros policiais
foram chamados e levaram duas horas para
chegar. Esse tipo de ação
impõe uma segurança aparente,
mas na hora em que se precisa não
resolve", diz.
Para
o administrador os condomínios
não podem ser transformados em
quartéis. "Isso é uma
coisa muito perigosa. É atrair
o risco para dentro de sua comunidade",
afirma. Mário Roberto conta que
um conjunto residencial próximo
já foi invadido duas vezes para
o roubo das armas dos seguranças.
"Depois, como todo síndico
sabe, tudo pode acontecer em um condomínio
e uma arma pode acabar sendo utilizada
para resolver uma simples discussão.
É risco demais. Nós temos
que contar com a polícia e fazer
dela nossa aliada", defende.
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AÇÕES PELA PAZ
O Viva
Rio mantém inúmeros programas
de ação social que valem
a pena conhecer. Eles estão descritos
no site: www.vivario.org.br.
Para a questão da segurança,
a ONG tem os seguintes projetos:
Geração
de Paz - Uma parceria entre a Rede Globo
de Televisão, Fecomércio,
Firjan e Governo do Estado que tem como
objetivos elevar a auto-estima e a qualidade
de vida dos profissionais do sistema de
segurança pública e de suas
famílias, através de oportunidades
diversas nas áreas de educação,
esporte, lazer e cultura.
Capacitação de Policiais
- O Curso de Aprimoramento da Prática
Policial Cidadã consiste em uma
capacitação continuada e
em serviço, dirigida especificamente
para a corporação da Polícia
Militar, com temas como a prática
do policiamento ostensivo e as relações
polícia/sociedade vividas no cotidiano
do estado do Rio de Janeiro.
Reforma
da Polícia - O projeto envolve
treinamento de policias, tanto em questões
técnicas quanto na mudança
de mentalidade e atitudes, desenvolvimento
de projetos de policiamento comunitário
e propostas de políticas públicas
de melhoria das condições
profissionais dos policiais e de seus
familiares.
Redução
de Armas - Envolve atividades, a nível
local, nacional e internacional em três
áreas de concentração:
redução a demanda ou procura
por armas (destinadas à conscientização
da população sobre os perigos
das armas e a responder aos argumentos
do lobby da indústria das armas),
Redução da oferta (controle
do contrabando e fiscalização
sobre a produção, venda,
exportação e importação
de armas e munições) e controle
de estoques (destruição
dos excedentes de armas e programas de
entrega voluntária).
Telecurso
Comunidade - O projeto oferece formação
educacional para jovens e adultos de comunidades
de baixa renda, no ensino fundamental
e no ensino médio, com ênfase
em cidadania e trabalho, em salas de aula
instaladas nas próprias comunidades
em parceria com entidades locais. Na fase
atual, o programa também oferece
aos alunos participantes 50 horas de aulas
de informática.
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Estratégia
preventiva
O Viva Rio a longo de sua trajetória
vem desenvolvendo uma série
de estudos que demonstram que os adolescentes
e os jovens que acabam sucumbindo
à criminalidade são,
sobretudo, os que saíram da
escola antes de concluir os estudos.
"Quando eles saem da escola mudam
a estratégia de vida, não
têm mais as regras, a disciplina,
a possibilidade de conseguir um trabalho
formal e um futuro dentro da legalidade",
relata. |
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Assim, somar esforços
para o resgate dos jovens, abrindo salas
de aula para eles é considerada
uma ação estratégica
em prol da segurança. "Programas
como o Telecurso 1o. e 2a. dão
condições para que retomem
a possibilidade de desenvolver uma estratégia
de vida legal", afirma.
A proposta de Rubem
Fernandes é para que os condomínios,
a exemplo do que já acontece com
muitas empresas, adotem salas de Telecurso
para seus empregados e para a comunidade
de baixa renda da localidade a qual estão
inseridos. "A comunidade vai saber
que são os condomínios vizinhos
que estão abrindo vagas para educar
seus filhos", afirma. E o diretor
do Viva Rio vai além, já
propondo uma parceria: "Podemos administrar
toda a ação, das salas aos
matérias e a aplicação
das aulas", oferece.
O
custo anual por aluno inscrito no Telecurso
é de 800,00 reais. Cada turma tem
em média 30 alunos que concluem
o curso em um ano. "Não é
absurdo pensar que condomínios
podem se unir e, com o apoio do Viva Rio,
manter uma sala de Telecurso", conclui.
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