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Vários
produtos têm sido lançados
no mercado no intuito de melhorar
o dia-a-dia do condomínio,
buscando criar variados benefícios
para os moradores. Na sua
maioria são dispositivos
para gerar economia, segurança
e conforto para toda a comunidade.
Entretanto, algumas dessas
novidades vêm gerando
polêmica quanto à
real execução
das vantagens prometidas. |
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| Um
dos produtos discutidos tem
sido o eliminador de ar em
canos, criado com o objetivo
de reduzir as contas de água
dos edifícios. Usado
na tubulação
alimentadora, ele promete
eliminar o ar que fica dentro
dos canos de água e
que, teoricamente, contaria
como consumo para os hidrômetros
e aumentaria a conta de água.
Todavia, em testes realizados
num edifício no Centro
do Rio, os resultados não
foram satisfatórios.
O engenheiro David Gurevitz,
que coordenou a observação
do produto, acompanhou a experiência
e fez sua avaliação.
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"Nos
testes realizados, o eliminador
de ar em canos, que promete redução
de até 30% no consumo de
água do edifício,
não teve nenhuma eficácia,
sem promover nenhum tipo de redução
nos valores. O produto foi reprovado",
comentou.
Outra questão
duvidosa é a aprovação
do eliminador pelas companhias
de água. Em nossa entrevista
com o então presidente
da CEDAE, Sr. Celso Leitão,
publicada na Lowndes Report 45,
a companhia já desaconselhava
o uso do produto. Celso Leitão
afirmava na época, inclusive,
que poderia haver alteração
do funcionamento normal dos hidrômetros,
com possíveis prejuízos
aos clientes. Há a informação
de que também a SABESP
não aprova a instalação
do sistema. Entretanto, o fabricante
contesta e diz que a válvula
foi aprovada em todos os testes
da SABESP.
Para
evitar surpresas desagradáveis,
é extremamente importante
consultar pessoas que já
tenham utilizado o produto e saber
se ele deu certo ou errado em
seu condomínio. Cuidado:
nem tudo que reluz é ouro!
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O combate
à dengue também
entrou na polêmica desses
produtos. Na Lowndes Report
49, foi citada uma máquina
que, na teoria, combateria o
mosquito da dengue - o famigerado
Aedes aegypti - da seguinte
maneira: funcionando com um
botijão de cozinha, o
aparelho soltaria gás
carbônico imitando a respiração
humana e atraindo o Aedes para
dentro da máquina. Entretanto,
sua eficiência foi contestada
pelo subsecretário de
saúde do município
do Rio de Janeiro, Dr.Mauro
Marzochi. Segundo ele, o mecanismo
funciona para pernilongos, mas
não para o causador da
dengue.
Ainda
segundo o Dr. Mauro, pequenas
ações, como retirar
a água de recipientes
e cobri-los, colocar creolina
nos ralos das garagens e em
decks de piscinas ou usar água
sanitária, sal de cozinha
ou vinagre para sujar água
acumulada são de grande
valia.
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