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Entrevista

Será que seu condomínio está preparado para enfrentar este risco?

O seu condomínio está facilitando a ação dos bandidos? O especialista em segurança predial, Tenente Coronel Dario Cony, Comandante do 19o. Batalhão da Polícia Militar, em Copacabana, tem feito palestras para síndicos e ministrado cursos para porteiros sobre como evitar ações criminosas a edifícios residenciais e comercias. Segundo ele, existem inúmeras falhas que precisam ser corrigidas para aumentar o nível de segurança nesses locais.
Em suas palestras, o Ten. Cel. fala sobre a "fórmula do crime" que é o somatório de dois fatores: a vontade do criminoso (índole) e a oportunidade (falha na segurança do condomínio). Por este motivo, ele elaborou um teste para que os condomínios possam avaliar se estão oferecendo aos bandidos as facilidades que eles necessitam para agir.
Neste, inclui perguntas aos moradores que, considera, são os que mais expõem a riscos o prédio onde moram ou trabalham. "As medidas para elevar o nível de segurança são simples, mas raramente os moradores querem atendê-las. Eles se preocupam com o perigo, mas acham que a responsabilidade é do síndico ou do porteiro, o que não é verdade. A responsabilidade pela segurança do condomínio é de todos", diz.
    
Leia com atenção o questionário abaixo e coloque-o à disposição dos moradores para que todos possam avaliar e pensar, juntos, medidas de prevenção à criminalidade em seu condomínio.

* Em seu prédio, pede-se a identificação dos prestadores de serviços, mesmo quando estão uniformizados?

* Os porteiros têm a liberdade para barrar qualquer pessoa não identificada, inclusive visitantes dos moradores?

* O condomínio adota a utilização de um mensageiro interno para evitar que entregadores entrem no prédio e que prestadores de serviços circulem sozinhos pelas dependências comuns?

* As instalações físicas são iluminadas e dispõem de equipamentos importantes, como porteiro eletrônico e circuito interno de TV com câmeras posicionadas de modo adequado? E muros altos ou grades?

* As portas são abertas unicamente pelo lado de dentro?

* Os portões eletrônicos da garagem são acionados pelos próprios moradores?

* A administração mantém atualizado o cadastro de funcionários e de moradores?

* Os moradores são orientados a fazer um levantamento profissional antes de contratar empregados domésticos e prestadores de serviços que atendem em casa?

* A administração já definiu e combinou com empregados e moradores um código (forma de comportamento) que sinalize que um roubo está ocorrendo?

* O condomínio dispõe de um telefone discretamente instalado em locais para os quais geralmente as vitimas são levadas pelos bandidos, como banheiros e depósitos?

* Os moradores são orientados a comunicar sempre sobre a presença de pessoas estranhas e em atitudes suspeitas nas vizinhanças ou nas dependências do condomínio?

* A administração já participou de algum curso de segurança predial, já inscreveu seus empregados e divulgou a possibilidade de os moradores participarem também?

AS RAZÕES PARA AS PERGUNTAS.

1a. São comuns os casos em que os assaltantes entram nos condomínios disfarçados de prestadores de serviços públicos, pessoal dos Correios, da Light, Telemar, Cedae etc.

2a. Os moradores clamam por segurança, mas irritam-se com os porteiros quando estes pedem a identificação de uma visita ou de qualquer pessoa que procure por eles. A atitude intimida os empregados que, com isso, deixam de tomar uma medida de extrema importância para a segurança do prédio.

3a. A adoção de um mensageiro ou a delegação a um empregado da função de receber encomendas e prestadores de serviços no portão, evitando que estranhos entrem ou circulem sozinhos no prédio, inibe a ação dos bandidos.

4a. Os bandidos buscam facilidades e, quanto mais dificultar as coisas para eles, melhor.

5a. e 6a. A entrada e a saída de pessoas nos condomínios é o momento mais delicado, pois é quando os bandidos aproveitam para abordar e fazer as vítimas que darão condições para que entrem nos prédios.
   

11a. Todos são responsáveis pela segurança da comunidade e precisam estar alerta. Comunicar comportamentos suspeitos é uma maneira de participar dos esforços para aumentar a segurança.

7a. e 8a É comum em casos de queixas de furtos ou de assaltos pessoas que conhecem as dependências estarem entre os suspeitos, mas raramente a polícia encontra um cadastro atualizado daqueles que circulam diariamente pelo prédio, dificultando o trabalho de apuração dos fatos.

9a. Definir um código de comunicação de risco para ajudar no pedido de socorro é uma medida simples e de extrema importância. Um gesto combinado entre administração, empregados e moradores pode sinalizar para o fato de o porteiro ou o morador estar sob a ameaça de um bandido.

10a. Como os bandidos geralmente trancam as vítimas no depósito ou no banheiro dos prédios, é prudente manter um interfone e um aparelho de telefone escondido no local para facilitar o pedido de socorro.

12a. Nos cursos obtêm-se informações importantes que orientam os condôminos para atitudes preventivas. O conhecimento adquiridos pelos porteiros nos cursos deve também ser transmitido a todos.

  
  
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