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PRESIDENTE
DA CÂMARA COMUNITÁRIA DA BARRA DA TIJUCA
DELAIR DUMBROSCK
LUTA PELA CONSTRUÇÃO DO EMISSÁRIO
DA BARRA JÁ COMPLETOU 10 ANOS
| Delair
Dumbrosck é morador da Barra há
30 anos. Economista e consultor imobiliário,
ele fundou a primeira câmara comunitária
do Rio de Janeiro, a da Barra da Tijuca, há
dez. Desde então, ele está à
frente de todos os movimentos que buscam melhorias
para a região. A obra da adutora, realizada
pela Cedae com apoio financeiro dos empresários
da área para resolver o problema de
falta de água foi uma ação
orquestrada pela Câmara. Ela também
mantém projetos de ação
social como o que presta atendimento psicológico
a dependentes químicos, gratuitamente.
E a orientação a síndicos
e presidentes de associações
de moradores, através de encontros
e seminários. |
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A luta pelo saneamento antecede a criação
da Câmera, que foi criada justamente
a partir da necessidade de constituir um espaço
onde protestar pela falta de infra-estrutura
do bairro, que já sofria por não
contar com galerias para o esgotamento sanitário.
O presidente da Câmara, nos conta o
que foi feito nestes 10 anos de luta pela
construção do emissário
submarino e alerta para o risco de perda de
todo o investimento da construção
do píer de sustentação
do emissário. Com uma vida útil
de 2 anos e meio, quase a metade já
decorridos, "sua perda significará
mais de 40 milhões jogados ao mar".
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LR
- O que ainda precisa ser feito para a Barra passar
a contar com esgotamento sanitário?
DD
- Até o momento, no LOTE 1 (estação
de tratamento da Barra), pouca coisa dos troncos
terrestres estão assentados e a obra
civil (esqueleto) da ETE está construída.
Com referência ao LOTE 2 (emissário
submarino) está concluída a obra
do Píer provisório, que possibilitará
a instalação dos primeiros 1,5Km
do emissário submarino que será
enterrado sob a areia. Os 5 Km de tubos, já
estão no canteiro do Cajú, em
preparação para serem rebocados
até o píer, para o assentamento
no fundo do mar. Esta operação
só pode ser executada entre os meses
de novembro a março em função
das correntes marinhas. Com referência
ao lote de Jacarepaguá, não foi
executado nem 30% do contrato. Resumindo: na
média geral da obra, podemos afirmar
que somente 30% dela foi executada.
LR
- Que problemas impedem a realização
e conclusão das obras?
DD
- Para que esta obra seja concluída no
ano de 2003 é necessário vontade
política de executa-la, mais que tudo.
Caso isto não ocorra, os prejuízos
materiais, financeiros e ambientais serão
consideráveis e irreparáveis.
Alertamos que o píer para a instalação
do emissário tem uma vida útil
de 2 anos e meio e praticamente a metade deste
prazo já se passou, o que poderá
determinar mais de 40 milhões jogados
ao mar.
LR
- Quais são as perspectivas para a retomada
das obras?
DD
- As perspectivas de retomada dependem da governadora
eleita.
LR - Como está a situação
da região pela falta de estrutura sanitária?
DD
- Sem a conclusão desta obra, consequentemente
a solução dos problemas de esgoto
da Baixada, podemos afirmar que a cada ano a
Barra perde 1 Km de praia limpa, própria
para o uso, devido a poluição
crescente vinda das lagoas. Hoje, já
existe risco de contaminação até
as proximidades do posto 6 (altura do condomínio
Barrabela).
LR - Como a comunidade tem se mobilizado
para que o problema seja resolvido?
DD - A Câmara Comunitária
da Barra está sempre se posicionando,
protestando contra as promessas dos governantes
e recebendo todo apoio da imprensa. A mobilização
local nestes dez anos tem sido constante.
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ESGOTO
DA BARRA
Data da Licitação:
27 de dezembro 2000
Início das Obras: Fevereiro 2001
Prazo: 24 meses
LOTE
1 - BARRA DA TIJUCA - EMPREITEIRA OAS
Estação
Tratamento Esgoto = vazão de 2,8m3/Seg.
Emissário Terrestre = 2,152 km com
diâmetro de 2.300mm
Tronco coletor = 9,735 km
Interceptor = 1,265 km
Rede coletora = 9,100
Duas elevatórias
Sete travessias não destrutivas
Orçamento
= R$ 56,160 milhões
LOTE
2 - BARRA DA TIJUCA - CONSÓRCIO BARRA
NOVA (Odebrech/Carioca)
Emissário submarino
5,172 km com diâmetro de 1.400 mm
Orçamento
= R$ 38,5 milhões
LOTE
JACAREPAGUA - CONSÓRCIO BANENG/IVAI
Emissário Terrestre
por gravidade = 1,193 km com diâmetro
de 1.500 mm
Tronco coleto = 3,235 km
Rede coletora = 42,63 km
Ligações Prediais = 216,9 km
24 travessias não destrutivas
Seis elevatórias
Limpeza e desobstrução de coletores,
troncos e redes a Barra e Jacarepagua.
Fonte: Assessoria de Imprensa
da Câmara Comunitária da Barra
da Tijuca
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