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As
coberturas dos edifícios podem
gerar uma série de problemas quando
não são bem cuidadas e conservadas.
Os desgastes oriundos da ação
do tempo e das intempéries do clima
acabam, por muitas vezes, ocasionando
problemas nestes locais, principalmente
vazamentos e infiltrações
que podem chegar até a prejudicar
a parte estrutural do prédio. E
o pior de tudo: o desconhecimento e falta
de orientação, muitos síndicos
só prestam atenção
na cobertura de seus edifícios
quando os problemas exigem reparos de
alto custo para todos os moradores. |
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Conservação: chave para evitar
problemas
O engenheiro civil Michel Fiad, da Altenge
Engenharia, explica os cuidados específicos
que lajes e telhados, respectivamente,
devem receber. "A laje deve receber
a impermeabilização, que
é imprescindível para que
o local não apresente problemas
como infiltrações. A conservação
do piso é muito importante",
explica. Ele ainda ressalta um erro comum
em vários edifícios. "Muitas
vezes antenas são instaladas na
cobertura e perfuram o piso. Uma pequena
perfuração não identificada
pode gerar grandes problemas depois",
alerta.
Já
no caso dos telhados, a limpeza das
calhas (importantes para evitar transbordamentos),
os cuidados das pessoas que circulam
andando sobre as telhas ao fazer a
manutenção e a impermeabilização
dos rufos - local de encaixe do telhado
- são apontados pelo engenheiro
como as principais ações
para se evitar problemas na cobertura.
Michel Fiad ainda apontou prós
e contras de cada uma das opções.
" A laje requer uma impermeabilização
periódica, mas tem melhores
possibilidades de utilização
como área de lazer. Já
o telhado tem menor custo de manutenção,
porém a sua instalação
é mais cara. Esteticamente,
o telhado leva vantagem", comenta,
mas destaca que ambas as opções
podem apresentar bons ou maus resultados.
"O mais importante é ser
atento aos cuidados que cada opção
requisita". |
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Orientação especializada
é imprescindível
Sebastião Santos, engenheiro
civil especializado em segurança
do trabalho e perito judicial, ressalta
a importância de se ter orientação
técnica na realização
de obras na cobertura. "Nenhuma
troca de revestimento deve ser executada
sem orientação de um
técnico", avisa.
Segundo o perito, outros cuidados
são importantes. "A impermeabilização
de lajes com o uso de manta asfáltica
tem se mostrado a melhor opção,
já que sua flexibilidade resiste
bem às variações
de temperatura. Também não
se deve esquecer do tempo de garantia
do serviço, que é de
geralmente cinco anos, realizando
testes periodicamente", explica.,
enfatizando a importância da
qualidade do serviço. "A
impermeabilzação garante
a estanqueidade da cobertura não
só contra a água, mas
também de outras substâncias
que podem degenerar a estrutura predial
e gerar até panes elétricas.
Por isso, deve-se buscar um serviço
de alta qualidade. |
Segundo Sebastião Santos, para
quem possui telhado, questões
aparentemente simples acabam gerando
grandes dores-de-cabeça. "Um
simples deslize no encaixe de algumas
telhas pode gerar infiltrações",
revela. "Além disso, a
mistura de telhas novas com outras
velhas também pode gerar o
mesmo problema, devido a fragilidade
das mais antigas".
Com todas essas dicas, as chuvas de
verão só serão
dores-de-cabeça fora de seu
edifício.
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Telhado
verde
Que tal seria, além de impermeabilizar
a cobertura, ornamentá-la e dela
criar uma nova área de lazer,
que embeleza o edifício e valoriza
o patrimônio de todos os moradores?
Isso é o que se chama de telhado
verde, técnica em utilização
crescente em edifícios residenciais
e comerciais de classe alta e que combina
a impermeabilização com
a utilização de outros
materiais de revestimento, proporcionando
vantagens como:
Transmitem menos calor para os apartamentos
do que os revestimentos tradicionais
em coberturas.
Melhora
a evaporação das chuvas
e retém as águas por mais
tempo, diminuindo o volume do escoamento
em grandes temporais.
Maior
vida útil e fácil manutenção
A
cobertura vira área de lazer
e valoriza os imóveis.
Pode
ser utilizado em lajes ou telhados
O
preço de instalação
de um telhado verde é, em média,
cerca de 25% mais caro do que as técnicas
tradicionais, valor recuperado com a
maior durabilidade e baixo custo de
manutenção. Sebastião
Santos só faz um alerta. "Plantas
de raízes muito profundas não
devem ser utilizadas, pois podem comprometer
a impermeabilização".
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