| Expo Síndico |
A administração de condomínio está cada vez mais exigindo conhecimento, serviços, produtos e oportunidades para que as pessoas e empresas envolvidas possam se encontrar e trocar experiências. Por isso, a Expo Síndico e o Encontro Anual de Síndicos, eventos que propiciam esse encontro, são tão importante e esperados. Este ano, tivemos a quarta edição da Expo Síndico e quem não conhecia a feira gostou muito da realizada de 28 a 31 de maio, no Museu de Arte Moderna (MAM). "Achei que tem muita coisa de interesse para os síndicos", comentou Nilton Almeida, do Condomínio Tatiana, da Lagoa. "É pequena, mas o que tem é bastante interessante", confirmou Gil de Macedo Soares, do Desembargador Macedo Soares, de Botafogo. São avaliações semelhantes à de outros síndicos que estiveram visitando a Expo pela primeira vez.
Mas, para os que participam da Expo
Síndico desde a primeira edição o evento deste ano deixou a desejar. Acompanharam o seu
crescimento e depois do sucesso da terceira exposição, ocorrida em junho do ano passado,
esperavam uma grande feira para 98. Falta de divulgação, localização ruim, dias
chuvosos, desorganização e falta de estrutura foram outros motivos citados, tanto por
síndicos quanto por expositores, para o resultado do evento desse ano.
Promessas não foram
cumpridas
No final da Expo Síndico de 97, os
organizadores disseram que a próxima feira seria maior e melhor, que teria um tema
central (a conscientização da comunidade para as questões de conservação), mais um
dia e mais palestras. Dessas, só a realização em quatro dias foi cumprida. Segundo a
Sbep Eventos, responsável pela Expo, a edição de 98 contou com 35 estandes, número
pouco maior que a metade dos 60 da terceira edição.
Montada na área externa do MAM, com paredes de fórmica e teto de plástico, a quarta expo também foi prejudicada pelas chuvas, da mesma forma que aqueles que tiveram que pisar na lama para chegar até lá. A água molhou alguns estandes e acabou queimando um dos equipamentos de iluminação de emergência da Marketing World Representações, segundo Lincoln França, gerente de vendas da empresa produtora dos aparelhos. Depois de participar da edição paulista da IV Expo Síndico, Lincoln opinou que a versão carioca foi prejudicada pela escolha do local e pela falta de divulgação. "A de São Paulo foi realizada no Ibirapuera, local de grande movimento, e teve divulgação até na Rede Globo de Televisão", ressaltou
Como resultado, o público foi menor que o dos anos anteriores. "No ano passado, estava sozinho e várias vezes por dia falava a grupos de síndicos. Não aparecia um ou outro buscando informação, mas muitos. Fiz um cadastro de mais de 200 condomínios. Este ano, trouxe mais estrutura mas mal consegui um de 60", reclamou Nicolas Roberto Cardone, sócio-gerente da Neephy Comércio e Indústria Ltda.
Mas mesmo em menor número, o
público se manteve exigente. Alguns se queixaram da falta de organização. Arnaldo
Melzak e Durval Monteiro, respectivamente síndico e subsíndico do edifício Arte VII, da
Tijuca, esperaram, sentados, pelas palestras no primeiro dia da Expo 98. A que estava
marcada para as 16 horas não fora apresentada e a das 17 horas já estava atrasada:
"Não estão respeitando o público", reclamou Melzak, que também ficou
decepcionado por não ter encontrado ninguém nos estandes da CEDAE e do Corpo de
Bombeiros: "Vim na expectativa de aproveitar o evento para resolver algumas
questões".
A feira foi aberta no horário, mas sem que todos os estandes estivessem preparados e com seus respectivos expositores presentes, o que frustou alguns síndicos. Élcio Pirajara de Oliveira, do condomínio Altinópolis, da Ilha do Governador, lamentou ter perdido a viagem: "Este ano, está mais fraca e mais vazia que nos dois últimos anos em que participei. É uma pena estar assim ainda, porque não poderei vir nos outros dias", disse.
A Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis (ABADI) e o Sindicato das Empresas de Compra e Venda, Locação e Administração de Imóveis (SECOVI), que como nos outros anos deram apoio institucional ao evento, decidiram só voltar a fazer o mesmo se a empresa organizadora do evento repensar e planejar melhor a Expo Síndico, permitindo que as entidades influenciem nas decisões da feira. "Fomos procurados no dia 13 de maio para a realização já no final do mês e alertamos que o prazo era curto, mas eles acreditaram que poderiam fazer", contou Manoel Maia, presidente da ABADI.
A Sbep foi procurada no final da feira para apresentar um balanço da exposição. Segundo Lídia Luíza Oliveira, organizadora de eventos, não é possível comparar a última edição com a atual porque nenhum evento é igual a outro: "Tivemos vários problemas, mas foi o tempo que não nos ajudou. Gostaríamos que tivesse dado tudo certo, mas não foi possível", argumentou Lídia. Pode-se até concordar com os argumentos colocados, mas o problema não é esse. Está faltando sensibilidade e visão para compreender que eventos como este são oportunidades que precisam ser melhor aproveitadas. O público, cada vez mais interessado, espera por encontros que atendam às suas expectativas e necessidades. Para o próximo ano a feira deve voltar a crescer.
Ainda em 98, vale conferir o II Encontro Anual de Síndicos, que a ABADI realizará em setembro.
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