| Colaboradores do Síndico |
A administração do condomínio fica mais fácil com a participação dos condôminos.
Numa configuração ideal, todo condomínio deveria dispor de, pelo menos, três
integrantes em sua administração: o síndico, o subsíndico e o conselho. O síndico
como a pessoa que administra os interesses e negócios do condomínio, o subsíndico como
seu substituto e o conselho para assessorá-lo e fiscalizar sua atuação. E, mais, a
participação efetiva dos condôminos. Dessa forma, o gerenciamento do condomínio não
pesaria tanto sobre uma única pessoa e o síndico teria com quem dividir a grande
responsabilidade.
O vice-presidente
Substituto eventual do síndico, o subsíndico é como um vice-presidente, toma conta do
país quando o presidente sai em viagem. É ele também que assume quando da renuncia do
síndico, ocupando a função interinamente até que seja eleito um novo síndico.
Basicamente, essa é a sua atribuição básica, mas o subsíndico pode ser bastante
atuante, participando das atividades rotineiras, necessárias ao bom funcionamento do
condomínio.
Críticos construtivos
Por determinação legal, o conselho é obrigatório e a convenção deve prever se serão
dois: um consultivo e outro fiscal, ou apenas um que englobe as duas atividades. De
qualquer forma, é composto por condôminos eleitos para assessorar o síndico, devendo
reunir, no mínimo, três integrantes, que terão mandato de no máximo dois anos, com
direito à reeleição. A destituição de seus membros só pode ser feita em assembléia
geral. A atribuição principal do conselho é fiscalizar a atuação do síndico,
especialmente suas contas, recomendando ou não as despesas por ele sugeridas. Aconselham
ou criticam, mas sempre de forma construtiva e podem contribuir muito para uma boa
gerência do condomínio.
Nem todos os condomínios contam com um subsíndico. Os pequenos, geralmente, contam
apenas com o conselho. "Nesses casos, quando da ausência do síndico, é um dos
integrantes do conselho que vai assumir o posto", orienta o gerente de condomínio
Antônio Francisco, que chama a atenção para uma questão importante: o síndico pode
ser substituído por qualquer pessoa, física ou jurídica, podendo inclusive não ser do
condomínio. Mas para fazer parte do conselho é diferente. "Nenhum inquilino, nem
por procuração, pode integrar o conselho, que por determinação legal só pode ser
composto por proprietários".
Administração participativa
Existem condomínios privilegiados, como é o caso do Marbella, da Barra de Tijuca, onde o
conselho formalmente instituído existe só para cumprir uma exigência legal. Isso porque
há a participação dos moradores na administração do condomínio. "Por ser
pequeno, somos apenas 24 moradores, estão todos muito próximos do síndico. Têm acesso
a tudo que está acontecendo e questionam, aprovam ou reprovam as iniciativas, funcionando
como um grande conselho", conta orgulhoso o síndico José Luís Ferreira Jardim.
Há ainda condomínios que preferem instituir seus colaboradores. Uma opção que permite
buscar entre os moradores profissionais para ajudar o síndico nas diversas áreas de
atividade de um condomínio. No Garden Park, em Vila Isabel, além de subsíndico e
conselho, a administração conta com uma equipe de trabalho formada por um engenheiro, um
advogado entre outros especialistas que colaboram com o síndico. "É uma forma de
sindicância mais participativa", comemora o síndico Flávio Galhardi, que com a
iniciativa é menos sobrecarregado.
No Port of Spain, em São Conrado, o síndico Carlos Eduardo da Silva foi mais longe,
instituindo no condomínio a administração compartida. Ele só assumiu na condição de
poder fracionar o gerenciamento, abrindo à condôminos a coordenação de áreas que
tivessem mais facilidade para administrar. A idéia agradou e condôminos que jamais
haviam se interessado passaram a se oferecer para ajudar. "Um médico, por exemplo,
fez o relatório de revisão médica dos empregados, se dispôs a atende-los e até a
trazer medicamentos. Isso, depois de ter vivido anos aqui sem nunca sequer aparecer nas
reuniões", agradece. Da mesma forma, outros foram surgindo. Por enquanto, são 12
coordenadores. Mas, a cada dia mais cresce a participação nas reuniões de condomínio,
em que moradores sugerem soluções e se mostram dispostos partilhar a administração.
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