ATENÇÃO AO SPDA DO CONDOMÍNIO
Manutenção periódica é exigência legal, mas o condomínio ganha em tranquilidade e segurança



A informação é alarmante, mas, segundo especialistas do setor de instalação e manutenção de para-raios -os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) - , a maioria dos prédios da cidade do Rio de Janeiro está totalmente desprotegida, seja porque não dispõe do sistema, seja porque não realiza as manutenções que garantem a eficácia do para-raio. “É mais comum do que a prudência manda que os síndicos só instalem um para-raio quando há uma exigência do Corpo de Bombeiros e, depois que ele está instalado, não se preocupem com manutenção”, alerta César de Barros Farneze, engenheiro elétrico e de segurança do trabalho, com 25 anos de experiência em sistema de SPDA.

Para ele, isto ocorre porque a maioria dos síndicos não conhece as necessidades de um sistema como este e a relação positiva do custo/benefício, que inclui até desconto no seguro do prédio.

“O que a gente vê acontecer é que, por falta de manutenção, depois de apenas cinco anos de uso, o sistema precisa de ser totalmente refeito, gerando um prejuízo enorme para o condomínio”, alerta.

Francisco Coelho Cotta, que detém longos 30 anos de experiência com instalação e manutenção de para-raios, ressalta que o descaso não se justifica, pois o serviço exige uma obra que nem de longe se compara a muitas outras, mais caras e complexas, que os condomínios realizam. “Não interfere no dia a dia dos moradores, é rápida e o custo, que varia de acordo com o diâmetro do prédio, não é alto”, garante.

Cuidados de manutenção e periodicidade

A negligência tem como resultado a ineficácia do sistema. Ele está lá, mas é como se não existisse, pois não funciona mais, ou não funciona de modo correto. “Os condomínios pensam que estão protegidos e, na realidade, não estão, ficando expostos a uma precipitação atmosférica com danos nos prédios e nos equipamentos elétricos e eletrônicos”, adverte, acrescentando que é preciso salientar que o para-raios protege o volume, ou seja, a edificação. “Para uma boa proteção dos equipamentos elétricos e eletrônicos, deve-se instalar protetores de surtos de tensão em cada apartamento, os chamados DPS”, orienta.

Entre os cuidados de manutenção estão verificar o captor, as descidas ao terra e todos os isoladores, com a preocupação de corrosão, pois a parte mais importante do para-raios é o aterramento. É importante ainda certificar-se de que esteja funcionando com resistência de terra inferior a 10 ohms.

Quanto à periodicidade das manutenções, a norma técnica 5419 da ABNT exige que todo ano seja feita uma inspeção visual e, a cada três anos, a manutenção corretiva.

Síndicos que fazem

A síndica do Condomínio do Edifício Gaivota, no Catumbi, Eunice Alves Batista de Souza, conta que faz manutenção no equipamento do edifício anualmente, sempre com a mesma empresa que o instalou. “Eles nos informaram que, sem a correta manutenção, com o tempo, o para-raio não protege mais a edificação e ficamos expostos a riscos. A nossa preocupação é a de evitar que isto aconteça”, afirma.

Quem também segue à risca as orientações para a manutenção regular do SPDA é o Condomínio do Edifício Santa Bárbara, na Gávea. A síndica Isaura Maria da Silva Balbez conta que o condomínio é grande, com três blocos, e que no passado cada um tinha o seu para-raio, mas todos antigos. Em 1998, foi feita a troca para sistemas mais modernos e, desde então, segue com o serviço regular de manutenção. Mais recentemente, o condomínio foi notificado pelo Corpo de Bombeiros para interligar os três sistemas, e isso foi feito. Outra providência foi a colocação das chamadas gaiolas faraday. “Estamos sempre atentos. Afinal, não custa prevenir”, defende.

De qualquer forma, é preciso um serviço especializado. Buscar uma empresa prestadora de serviços técnicos e especializados em projetos de SPDA é fundamental. O Corpo de Bombeiros exige um engenheiro de segurança responsável pela empresa e estas firmas precisam se recadastrar anualmente e, assim, são vistoriadas todas as vezes que fazem o seu recadastramento.

O especialista Francisco Cotta também alerta para o fato de que este é um serviço técnico, que deve seguir rigorosamente a instrução NBR 5419. Ele explica que é esta instrução que prevê a obrigatoriedade de manutenções anuais, fundamentais também, pois o sistema é vistoriado pelo Corpo de Bombeiros, órgão que notificará o condomínio em casos de irregularidade, dizendo inclusive quais correções devem ser feitas. “Estes cuidados garantem que o sistema realmente evite que o prédio possa ter prejuízos caso receba uma descarga atmosférica”, conclui Cotta.


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