Reboco cai de prédio e fere bombeiro na Glória (Extra, Marcelo Gomes, 23/dez)
Uma pessoa ficou ferida ao ser atingida por um reboco que caiu de um prédio na Rua Augusto Severo, na Glória. O carro dele, um Siena verde, também foi danificado.
Prédio sustentável (O Globo, 21/dez)
A Universidade de São Paulo (USP) terá seu primeiro prédio sustentável. O Centro de Estudos de Clima e Ambientes Sustentáveis (Cecas) vai gerar 100% de sua própria energia. O projeto, dirigido por Marcelo Romero, vice-reitor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, deverá ficar pronto em dois anos. O custo será de cerca de R$ 20 milhões.
150 mil árvores para prédio de 30 andares (O Globo, 21/dez)
A construção de um prédio comercial de 30 andares, com 90 mil metros quadrados, emite 31.488 toneladas de gás carbônico na atmosfera. Para compensar esse nível de emissão, seria preciso plantar cem hectares de mata nativa, isto é, cerca de 150 mil árvores. É o que mostra um estudo realizado pelo engenheiro Ricardo Neuding, da ATA Ativos Técnicos Ambientais, especializada em gestão de carbono.
Cartas (Jornal do Brasil, 18/dez)
Respostas a questões sobre vazamento na garagem, barulho durante o dia e estacionamento.
Reboco cai de prédio e fere bombeiro na Glória (Extra, Marcelo Gomes, 23/dez)
Rio - Uma Pessoa ficou ferida ao ser atingida por um reboco que caiu de um prédio, na tarde desta segunda-feira, na Rua Augusto Severo, em frente ao número 158, na Glória, na Zona Sul do Rio. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi identificada como tenente bombeiro Mohamed. O carro dele, um Siena verde, também foi danificado com a queda do reboco. Bombeiros e Policiais do 2º BPM (Botafogo) estão no local.
Em 18 de novembro, uma mulher ficou ferida após a queda de um reboco na rua Sotero dos Reis 53, casa 30, na Praça da Bandeira, Zona Norte da cidade. De acordo com os bombeiros, o reboco de uma laje caiu devido ao acúmulo de água no local.
Em 14 de novembro, parte do reboco de um sobrado na Rua Mem de Sá, no Centro do Rio, caiu, atingindo Adriana Pereira da Costa, de 38 anos.
Em abril, Cristian Beerenzen, de 40 anos, foi atingido por um reboco de cerâmica, que caiu do décimo andar de um prédio no Centro da cidade.
Alta nos aluguéis não veio com a crise, diz especialista (Jornal do Brasil, Luisa Girão, 14/dez)
Para vice-presidente do Secovi, aumento aconteceu antes do abalo econômico
Para Manoel Maia, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi -Rio), a crise vai passar rapidamente pelo país e não afetará o setor de aluguéis de imóveis. Ele afirma que houve realmente um aumento nas locações, mas que isto aconteceu no primeiro trimestre do ano, antes de começar o cenário de abalo econômico.
- Não tem como reduzir valores. Os aluguéis residenciais valorizaram de 8% a 15%, dependendo das características de cada um. Já os comerciais chegaram a aumentar até 25% ¬ avalia Maia.
O vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi-Rio) concorda que há carência de imóveis e que o estoque está reduzido, o que acarreta o aumento nos preços. Para ele, comprar um imóvel continua sendo o melhor investimento que alguém pode fazer, porque não há nenhum risco.
- Para quem tem dinheiro, comprar um apartamento para alugar é o melhor negócio porque não tem riscos como investir na bolsa de valores e aplicar em bancos. O único risco seria alugar para um inquilino ruim ¬ diz.
Atualmente, há mais procura de imóveis para alugar do que ofertas. Para Maia, isto é localizado em termos de bairros. Na Barra da Tijuca, por exemplo, esta é uma época boa para quem tiver um imóvel para alugar, uma vez que o bairro tem pouca oferta para a quantidade de interessados.
Maia concorda que a tendência é de que estoque diminua, o que provocará um aumento ainda maior na procura, fazendo com que os preços subam. Para ele, pode haver um reajuste no valor dos aluguéis, mas apenas nos próximos contratos.
Rogério Quintanilha, gerente geral de imóveis da administradora Apsa, no entanto, acredita que o momento seja de estabilização: não vê tendência de alta nem de baixa. Quintanilha acredita que a oferta continua em baixa e a procura em alta, mas em nível constante. O que o gerente da Apsa tem percebido é que, no quesito compra, as pessoas têm preferido adquirir imóveis de terceiros, na faixa de R$ 200 mil a R$ 300 mil. Nos lançamentos, mesmo que a segurança do consumidor venha crescendo, as pessoas continuam temerosas por só receberem o apartamento dentro de alguns anos. O consumidor, então, observa mais o andamento e a saúde financeira das construtoras.
- O mercado de lançamentos deu uma "freada", mas as construtoras continuam acreditando, pois sabem que isto é uma fase e que no Brasil há um déficit de moradias ¬ avalia Quintanilha.
150 mil árvores para prédio de 30 andares (O Globo, 21/dez)
A construção de um prédio comercial de 30 andares, com 90 mil metros quadrados, emite 31.488 toneladas de gás carbônico na atmosfera. Para compensar esse nível de emissão, seria preciso plantar cem hectares de mata nativa, isto é, cerca de 150 mil árvores.
É o que mostra um estudo realizado pelo engenheiro Ricardo Neuding, da ATA Ativos Técnicos Ambientais, especializada em gestão de carbono.
Neuding ressalta que os subsetores da economia de metais e cimentos - ambos de papel fundamental na indústria da construção - são os principais responsáveis pela emissão de carbono, com 31% e 17,8%, respectivamente. Segundo ele, os construtores devem, inicialmente, fazer um inventário das emissões que envolvem o ciclo de construção de um préedio. A partir daí, seguir uma série de caminhos, que podem ajudar a reduzir o impacto da obra, de processos construtivos a escolha de materiais:
- Há vários tipos de cimentos, com diferentes graus de emissão. O passo seguinte é compensar o meio ambiente. Recuperando uma floresta, por exemplo.
Na Stan Empreendimentos Imobiliários, empresa do irmão de Ricardo, já está sendo adotada uma política de controle de carbono:
- Vamos monitorar todas as emissões de gases de efeito estufa - afirma o presidente da construtora, Stan Neuding.
Cartas (Jornal do Brasil, 18/dez)
Vazamento na garagem
Há um vazamento d'água no teto da garagem, provavelmente proveniente do banheiro do apartamento acima. O morador se recusa a fazer o teste solicitado, que consiste em não utilizar o banheiro por quatro dias, a fim de checarmos se o vazamento cessa ou não. Como devemos proceder? O síndico poderia cortar o fornecimento d'água para bloquear o duto externo de alimentação? A Defesa Civil poderia ser acionada, já que a água está afetando um pilar do prédio?
Tarcisio Nora, Grajaú
Aconselha-se a adoção dos seguintes procedimentos: (I) o condomínio deve se certificar, mediante análise de um perito, de que o vazamento não é oriundo de nenhuma parte sob sua responsabilidade; (II) excluída essa possibilidade, deve-se investigar a origem do vazamento e, uma vez identificado, solicitar ao proprietário ou ocupante do imóvel que este o repare o mais rápido possível; e (III) se o responsável pelo apartamento não promover o reparo voluntariamente ou, impedir a investigação da origem do vazamento, recomenda-se que o condomínio ou o vizinho prejudicado notifique extrajudicialmente o responsável. O responsável pelo vazamento pode ser multado pelo condomínio ou, até mesmo, acionado judicialmente por qualquer condômino ou morador afetado.
Barulho durante o dia
Moro em um apartamento no quarto andar. Tenho dois filhos, um menino de três anos e uma menina de oito. Já há algum tempo que, aos domingos e, ultimamente, em torno das 13 horas, o vizinho de cima tem batido no chão (o nosso teto) porque as crianças falam um pouco mais alto em suas brincadeiras e o menor às vezes corre ou derruba um brinquedo no chão. Tudo isso em horário sem limitações legais de barulho. Como devo proceder? As pancadas do vizinho no chão já deram nos nervos, tanto os meus como os da minha família.
Luciana Pereira, Tijuca
Deve-se agir com ponderação nessa situação, pois, mesmo durante o dia, o barulho deve ser moderado, uma vez que o Código Civil protege o direito dos vizinhos ao sossego. Atualmente, não há como habitar um edifício sem ter certa tolerância com alguns ruídos, incluindo o barulho produzido por crianças em período diurno. Todavia, a conduta relatada do vizinho de cima é inadequada e pode ser até mesmo interpretado como "exercício arbitrário das próprias razões" (crime previsto no art. 345 do Código Penal). Recomenda-se que o vizinho prejudicado notifique extrajudicialmente o outro vizinho para que interrompa o uso anormal de sua propriedade. Não obtendo êxito, como último recurso, pode-se propor ação judicial em face do vizinho.
Estacionamento
Meu prédio costumava ter uma área de lazer para os moradores. O síndico da época quis acabar com o espaço e construir um estacionamento no lugar. Agora, anos depois, o mesmo senhor foi novamente eleito síndico. Desde que assumiu o novo mandato, ele já aumentou a taxa de condomínio que era a mesma desde, pelo menos, 2004. Não satisfeito, ele agora quer cobrar uma taxa para o uso do estacionamento que criou. Eu não considero isso justo, uma vez que essa área costumava ser destinada à livre circulações de pessoas de todo o prédio. Gostaria de perguntar se essa medida de cobrar uma taxa pelas vagas extras, que se encontram em espaço comum do prédio, é legal.
Pedro Moreira, Copacabana
Deve-se verificar quando e em que condições foi criada a destinação de área de lazer. Se a destinação consta da convenção, em nossa opinião, somente por aprovação de dois terços dos votos de todos os condôminos pode-se mudar a área (Art. 1.351 do Código Civil), embora exista corrente doutrinária com o entendimento de que esse tipo de alteração exige aprovação unânime. Salvo disposição em contrário na convenção, o síndico não possui autonomia para alterar a destinação de partes comuns ou, sequer, instituir a cobrança de taxa de ocupação sem aprovação em assembléia. Da mesma forma, a fixação do valor da quota cabe à assembléia geral ordinária, não podendo o síndico alterar seu valor sem prévia autorização da assembléia, excetuando hipótese de emergência.